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Publicado em 15 de agosto de 2022 às 14:00
Desde o início da campanha eleitoral, em agosto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ativou o aplicativo Pardal. Por meio dele, os eleitores podem enviar denúncias de irregularidades relacionadas às Eleições 2022, atuando como fiscais da eleição e importantes atores no combate à corrupção eleitoral.>
O aplicativo foi criado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES) e é utilizado no Estado desde 2012. Nas eleições de 2018, ele foi usado em todo o Brasil pela primeira vez, para denúncia de crimes eleitorais como compra de votos, propaganda irregular e uso da máquina pública.>
O app é gratuito e pode ser encontrado nas lojas virtuais Apple Store e Google Play e em formulário web nos Portais da Justiça Eleitoral. As denúncias serão cadastradas e distribuídas para a Justiça Eleitoral, de acordo com o município onde ocorreu o fato.>
No Espírito Santo, os crimes eleitorais serão apurados pelo Núcleo de Combate aos Crimes e à Corrupção Eleitoral (Nucoe), que tem sede no TRE-ES. A força-tarefa foi formalizada para as Eleições 2022 ainda em agosto. Integram o Núcleo a Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), as polícias Federal, Militar e Civil, o Ministério Público Federal e o Ministério Público Eleitoral.>
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O objetivo é ser rápido na apuração de denúncias de propaganda eleitoral irregular, compra de votos, abuso de poder econômico e outras infrações penais e condutas que são proibidas aos agentes públicos e que possam afetar a igualdade de oportunidades entre os candidatos na eleição. >
“Estamos nos preparando para dar respostas para que todas as infrações eleitorais sejam apuradas no menor espaço de tempo possível. Não podemos ficar esperando um, dois dias. Estamos interligados com o Pardal e todas as outras ferramentas disponíveis ao cidadão”, disse o presidente do TRE-ES, Paulo Calmon Nogueira da Gama. >
O Procurador Regional Eleitoral, Julio de Castilhos, destacou que, neste cenário de disputa acirrada, o desafio do MP Eleitoral é lidar com a nova forma de campanha eleitoral, considerando que ela migrou das ruas para as redes sociais. >
“Nós temos que responder com celeridade, não temos como aguardar processo tradicional de intimar, aguardar cinco dias, e hoje estamos com condições de fazer isso. É o ideal? Acredito que não. Mas é da realidade, ela está sempre à frente do Direito. O que tentamos é minimizar esse atraso e, em algumas situações, antecipar isso”, avaliou. >
Sobre a disseminação de fake news e outros conteúdos de desinformação, ele acredita que, atualmente, há mecanismos melhores para que se possa identificar e dar respostas mais efetivas. >
“É uma realidade nova, não tínhamos isso há dez anos. A utilização de fake news de forma deliberada por empresas profissionais é recente e isso pode, sim, alterar um resultado eleitoral. Nós estamos atrás disso. Na última eleição atuamos bastante, mas os mecanismos que temos hoje são melhores”, apontou.>
Para as Eleições 2022, o TSE fez uma atualização no aplicativo, o que vai facilitar a integração com o Processo Judicial Eletrônico (PJe), da Justiça Eleitoral, que possibilitará a geração de estatísticas quanto às denúncias recebidas e tratadas.>
As melhorias realizadas também buscam aprimorar a acessibilidade para o usuário e assegurar o sigilo das informações do eleitor, conforme prevê a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).>
Qualquer pessoa pode usar o app para fazer denúncias, sendo vedado o anonimato. Portanto, deverão constar na denúncia, obrigatoriamente, o nome e o CPF do cidadão que as encaminhou, além de elementos que indiquem a existência do fato, como vídeos, fotos ou áudios, resguardados à/ao denunciante o sigilo de suas informações pessoais, sendo assegurada a confidencialidade da sua identidade. Em caso de má-fé, o usuário responderá pelo ato e ficará sujeito às penalidades cabíveis.>
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