Repórter de Política / [email protected]
Publicado em 12 de agosto de 2021 às 18:15
A Câmara dos Deputados aprovou em primeiro turno a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê o retorno das coligações partidárias, nas eleições de deputados – estaduais e federais – e vereadores. A escolha para esses cargos é feita pelo sistema proporcional, ou seja, os eleitores escolhem um candidato que faz parte de uma chapa de outros candidatos ao mesmo cargo.>
Atualmente, essa chapa de candidatos só pode ser formada por membros de um mesmo partido, é o que na política chamam de chapas puro-sangue. Após serem computados os votos, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contabiliza as chapas que atingiram o quociente eleitoral e divide proporcionalmente à quantidade de votos o número de cadeiras no parlamento. Os mais votados de cada chapa são os ocupantes dessas cadeiras.>
O que pode mudar, caso a PEC seja aprovada em segundo turno na Câmara e em dois turnos no Senado, é que essas chapas podem passar a ter candidatos de vários partidos distintos. Entenda no vídeo abaixo:>
O modelo é considerado um retrocesso por especialistas. Já que o eleitor pode, por exemplo, votar em um candidato de um partido que ele tenha uma maior identificação ideológica e acabar elegendo um candidato de outro partido, com posições políticas bem distintas.>
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Para valer já na eleição de 2022, os parlamentares precisam aprovar a PEC até o início de outubro, quando faltará um ano para o pleito. Se a proposta só for aprovada após este prazo, a mudança só teria validade na outra eleição, em 2024. Veja o vídeo abaixo sobre o que está em discussão.>
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