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A convite de ACM Neto

Ricardo Ferraço vai trocar PSDB pelo DEM e comandar o partido no ES

Insatisfeito no ninho tucano, ex-senador foi convidado  pelo presidente nacional do DEM a se filiar ao partido, e comandar a sigla no Estado
Rafael Silva

Publicado em 

22 mar 2021 às 15:08

Publicado em 22 de Março de 2021 às 15:08

Em 2018, Ricardo Ferraço participa de evento do DEM no ES, ao lado de Norma Ayub e Theodorico Ferraço
Em 2018, Ricardo Ferraço participa de evento do DEM no ES, ao lado de Norma Ayub e Theodorico Ferraço Crédito: Divulgação
O ex-senador Ricardo Ferraço (PSDB) vai deixar o ninho tucano para se filiar ao DEM, que é liderado no Estado pela madrasta, a deputada federal Norma Ayub (DEM), e pelo pai, o deputado estadual Theodorico Ferraço (DEM). A articulação para ele mudar de sigla, contudo, não foi só por influência familiar. Um dos fiadores da mudança de partido é o presidente nacional do partido, Antônio Carlos Magalhães Neto (DEM/BA).
Apesar de ainda estar, oficialmente, filiado à sigla – segundo a plataforma Filiaweb, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – o diretório estadual já está ciente da intenção de Ricardo Ferraço deixar a sigla. A insatisfação de Ferraço dentro do ninho tucano não é novidade, apesar do ex-senador não ter nenhum desafeto entre os futuros ex-correligionários capixabas.
Filiado em 2016 ao PSDB, após insatisfação com o PMDB (seu antigo partido) ao manter apoio a então presidente Dilma Rousseff (PT), Ferraço tinha a intenção de assumir a presidência do diretório tucano. A aliados, ele já havia manifestado o interesse em conduzir o diretório estadual, coordenando desde a montagem de chapas até a articulação para a disputa ao Palácio Anchieta.
No entanto, o balde de água fria veio no mês passado, em 12 de fevereiro, quando o presidente nacional do PSDB, o deputado federal Bruno Araújo (PSDB-PE), prorrogou por mais um ano o mandato dos presidentes estaduais, atendendo ao pleito dos líderes de 25 Estados, incluindo o do presidente do PSDB no Estado, o deputado estadual Vandinho Leite.
Nos bastidores, Ricardo já era visto por tucanos como alguém com "pouca afinidade" com o partido, embora não haja nenhum conflito entre os atuais líderes da sigla. Em 2017, ele já havia manifestado insatisfação com o partido, quando o PSDB apoiou o então senador Aécio Neves (PSDB) para que pudesse retornar ao Senado. Ferraço era a favor do afastamento de Aécio.
Para Vandinho, Ferraço, mesmo de saída, é um "amigo fraterno". Via assessoria, o líder dos tucanos no Estado disse que a pretensão é que, com Ricardo no DEM, a aliança entre DEM e PSDB seja mantida, tanto em nível estadual quanto nacional.

CONVERSA COM ACM NETO E FUTURO NO ES

Foi o pai de Ricardo, Theodorico Ferraço, quem intermediou uma conversa entre ACM Neto e o ex-senador, que o incentivou a assumir a sigla. O político baiano ofereceu a Ricardo a presidência imediata do partido, com carta branca. Ele deve substituir a madastra, Norma Ayub, que teria mandato até abril de 2022, e que já está de acordo em deixar o cargo para o enteado, segundo Theodorico.
"Eu e a Norma vamos nos afastar do comando do partido. Estaremos filiados e presentes no diretório, já que somos parlamentares e temos cadeira cativa. Mas, até para não parecer um partido familiar, vamos nos afastar. Na terça-feira a gente se reúne, virtualmente, com a executiva estadual para oficializar isso. O estatuto permite essa mudança", explica.
O impacto imediato no partido, caso Ricardo realmente assuma o DEM, seria uma aproximação com o governo estadual. Theodorico nunca escondeu descontentamento com o governo de Renato Casagrande (PSB). Embora não seja um opositor ferrenho do governo estadual na Assembleia, ele sempre fez questão de se distanciar do governador e se classificar como "independente" no Plenário. Por outro lado, Ricardo é mais próximo de Casagrande. Os dois caminharam juntos em 2018, quando o então tucano era candidato ao Senado, apoiado pelo PSB do governador.
"Meu problema com o Renato é que ele não quer diálogo comigo e só pensa no PSB. Quando ele só pensa no partido dele, ele perde a simpatia de outras siglas. Mas não sou um opositor. Votei muitas vezes a favor do governo na Assembleia. Se o PSB quiser se aproximar e ajudar a fortalecer o DEM, não vou me opor, mas continuarei independente na Assembleia. Ricardo vai assumir o partido para reformular´e renovar a sigla, ele terá liberdade para dirigir na direção que ele achar melhor. Ele é 'de maior', é um político experiente", afirma Theodorico sobre o filho e uma possível aproximação com o PSDB.
Sobre candidatura em 2022, Ricardo é cotado para disputar uma vaga no Senado. Pela aproximação que tem com Casagrande, uma candidatura ao governo estadual, embora incentivada por alguns, é considerada improvável, mas não há martelo batido.

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