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MPES estabelece prazo para Pazolini explicar acusação contra o governo

Procuradora-geral de Justiça do ES cobrou que prefeito de Vitória apresente fatos concretos sobre suposta prática de irregularidade em licitação do governo do Estado

Tempo de leitura: 4min
Vitória
Publicado em 18/05/2022 às 22h05
Lorenzo Pazolini
Lorenzo Pazolini, prefeito de Vitória . Crédito: Carlos Alberto Silva

Ministério Público do Espírito Santo (MPES) deu prazo até a próxima terça-feira (24) para para que o prefeito de VitóriaLorenzo Pazolini (Republicanos), apresente fatos concretos e explique as acusações sobre a suposta prática de irregularidade em licitação do governo do Estado para obras em Vitória, conforme discursou durante a inauguração de uma escola municipal, no último sábado (14). 

A notificação do MPES ao prefeito foi enviada por e-mail institucional, na última terça-feira (17), pela procuradora-geral de Justiça, Luciana Andrade. Ela estabeleceu o prazo de cinco dias úteis para que Pazolini se manifeste na representação apresentada pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE), na qual o governo estadual cobra a apresentação de provas e esclarecimentos sobre as acusações imediatamente.

Em vídeo que circula em aplicativos de mensagens desde o último sábado (14), Pazolini discursa em evento oficial da prefeitura afirmando que teria recebido proposta de uma autoridade do governo estadual para participar de esquema fraudulento em uma licitação do Estado para obra na Capital. A proposta teria sido feita em uma reunião no Palácio Anchieta, em 2021.  No entanto, o prefeito não especifica nenhum nome envolvido, nem a data em que o episódio teria ocorrido.

Ainda no sábado, a PGE apresentou representação ao MPES pedindo que o prefeito esclarecesse imediatamente as acusações, sob pena de ser processado por “ofensa à honra provocada por imputações inverídicas”. 

A PF, entretanto, não esclareceu se o material tem relação com as acusações de Pazolini contra o governo do Estado.

PREFEITO NÃO SE MANIFESTA

Desde o último sábado, A Gazeta tem procurado a Prefeitura de Vitória pedindo esclarecimentos sobre as acusações que Pazolini fez em evento oficial, como chefe do Executivo municipal. Nesta quarta-feira (18), pela primeira vez, a assessoria do prefeito respondeu a uma mensagem da reportagem: "nossa posição é de não nos manifestarmos no momento sobre o assunto", informou.

Pazolini foi procurado pessoalmente pela reportagem de A Gazeta na sede do Palácio Jerônimo Monteiro e durante o evento de assinatura da ordem de serviço da ciclovia da Avenida Rio Branco, na Praia do Canto, na noite desta quarta. Ao ser abordado pela reportagem, respondeu que só se manifestaria a respeito da ciclovia. Em seguida, indagado sobre as acusações feitas contra o governo, foi cercado por membros da sua equipe e afastado.

Com isso, já são cinco dias sem respostas para os seguintes questionamentos:

  • Por que apenas agora, meses depois do ocorrido, o prefeito está se manifestando a respeito?
  • As acusações feitas em vídeo foram formalizadas perante os órgãos de investigação, como Ministério Público ou Polícia Federal? Se foram, quais órgãos e quando?
  • Quem estava presente e participou dessa reunião citada pelo prefeito no vídeo?
  • Quem, especificamente, teria falado sobre a licitação e qual seria a empresa vencedora mencionada por essa autoridade?
  • Quais seriam as empresas beneficiadas ou envolvidas?
  • Quando essa reunião aconteceu?
  • O prefeito afirma que há provas. Quais são as provas e elas podem ser compartilhadas conosco?
  • De que trata os documentos entregues pelo prefeito ao superintendente da Polícia Federal na segunda-feira, dia 16? Eles estão relacionados à acusação feita pelo prefeito durante evento oficial da prefeitura, no último sábado?
  • Quais foram os documentos entregues pelo prefeito ao superintendente da PF?

A Gazeta também tenta desde o início da semana falar com o governador Renato Casagrande. Nesta quarta-feira (18), a reportagem foi até o Palácio Anchieta numa tentativa de entrevistar o chefe do Executivo estadual sobre as acusações. No entanto, a assessoria informou que o governador não atenderia no local.

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