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Publicado em 15 de julho de 2021 às 18:21
Prestes a completar 75 anos, quando a aposentadoria é obrigatória no serviço público, o desembargador Sérgio Luiz Teixeira Gama despediu-se nesta quinta-feira (15) do Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES). Ele passou a integrar a Corte no ano 2000. Antes, de 1974 até então, atuou no Ministério Público (MPES). >
Gama também presidiu o TJES no biênio 2018/2019. Na sessão de despedida, foi homenageado por colegas e familiares. O governador Renato Casagrande (PSB) também compareceu, assim como o ex-governador José Ignácio Ferreira. Foi José Ignácio quem nomeou Sérgio Gama como desembargador, na vaga destinada ao MPES. >
O ex-governador Paulo Hartung (sem partido) participou virtualmente da solenidade.>
Casagrande foi um dos que reforçou um dos traços mais marcantes do desembargador, o de torcedor do Flamengo: "Sei da forma dele de agir como torcedor do Flamengo. Ele não consegue assistir aos jogos quando o Flamengo chega à final, como tem ocorrido bastante nos últimos tempos. Ele fica perambulando pela rua, pela casa, porque é muita emoção. Aqui no Tribunal de Justiça é diferente, enfrentou todos os problemas de frente", afirmou Casagrande.>
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Já o desembargador Fernando Zardini lembrou da atuação religiosa do desembargador, membro da Igreja Batista. >
"É uma alegria porque vai aposentar-se e ter o merecido descanso. E também tristeza, pelo vazio e a profunda saudade que deixará em nossa equipe de trabalho", resumiu o presidente do TJES, Ronaldo Gonçalves de Sousa, que sucedeu Sérgio Gama no comando do Judiciário estadual.>
"Com 47 anos de serviço público ainda não me sinto cansado", discursou Gama. "Se, por um lado, deixei o Tribunal de Justiça por contingência da regra funcional, por outro lado, pela força dos laços de afetividade, o Tribunal de Justiça nunca sairá de mim", complementou.>
A cadeira deixada deve ser preenchida por um membro do MPES, como determina a regra do Quinto Constitucional. Pela norma, 1/5 dos desembargadores devem ser oriundos dos membros do MP e da advocacia.>
Como o TJES tem 30 cargos de desembargador, três são para egressos do MPES e três para advogados.>
Já há outras duas vagas abertas, a serem preenchidas por juízes de carreira, mas o edital foi suspenso por decisão liminar (provisória) do Conselho Nacional de Justiça.>
A Ordem dos Advogados do Brasil – seccional Espírito Santo (OAB-ES) acionou o conselho para que a vaga dos advogados, que surgiu após a aposentadoria de Álvaro Bourguignon, seja preenchida primeiro para manter a proporcionalidade definida pelo Quinto Constitucional.>
E outra vaga para a magistratura, ou seja, para um juiz virar desembargador, deve ser aberta em breve. No último dia 30 o desembargador, agora aposentado, Sergio Bizzotto, completou 75 anos. A sessão de despedida dele foi realizada em 24 de junho.>
Já para a vaga de Sérgio Gama um nome é ventilado há tempos no MPES e dentro do próprio Judiciário: o do ex-procurador-geral de Justiça Eder Pontes. >
Para que ele se torne desembargador, precisa figurar em uma lista sêxtupla eleita pelos membros do MPES. Depois, a lista é reduzida a três nomes em votação no Pleno do TJ. E cabe ao governador do Estado nomear um deles.>
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