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Publicado em 29 de setembro de 2022 às 16:56
A formação da equipe do governo do Estado, comandado pelo governador e candidato à reeleição, Renato Casagrande (PSB), foi um dos assuntos que marcaram o último debate entre os candidatos ao Palácio Anchieta, realizado nesta quinta-feira (29) pela rádio CBN Vitória e A Gazeta. Ao longo do debate, os adversários acusaram Casagrande de distribuir cargos por indicação dos partidos e “aos amigos” derrotados nas eleições. >
O tema foi puxado por Guerino Zanon (PSD), que, ao questionar Carlos Manato (PL) sobre o perfil do bom gestor, disse: “Temos um governo fraco, com equipe ruim”. Mas foi na resposta do candidato do PL a governador que o assunto ganhou ênfase. Para defender a meritocracia na escolha da equipe, ele atacou a composição da equipe do atual governo por indicação partidária.>
“Não pode fazer uma coligação com 18 partidos, como foi feito no passado, hoje com 11, e todo mundo tem lugar para trabalhar. Se você perdeu a eleição e é amigo do governador, pode ser diretor do Detran, pode ser um secretário de Infraestrutura, pode arrumar um acordo partidário, pega um médico excelente e leva para dentro de uma Secretaria de Agricultura, mas que não sabe a diferença de um café para um cacau. Mas se for membro do partidão legal, aí você vai para o Tribunal de Contas. Isso aí não é meritocracia”, criticou Manato, sem citar nomes. >
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Já Guerino utilizou sua resposta a uma pergunta do colunista de A Gazeta e da CBN Vitória Rafael Braz sobre formação da equipe na área de cultura para criticar a gestão atual e mencionou a prisão do ex-secretário da Fazenda Rogélio Pegoretti, sem citar o nome dele.>
“O Estado precisa de uma gestão de verdade, como eu governei Linhares. Não será com carteirada de partido que alguém vai assumir cargo no Estado não, nem para a cultura, nem para a saúde, muito menos trazer secretário comunista de fora do Estado para estar aqui administrando a saúde do Espírito Santo, nem trazer presidente de banco para ser preso uma semana depois, nem também para colocar secretário de Finanças que foi preso e está sendo acusado, que nos roubou R$ 120 milhões. Quem quiser trabalhar comigo vai ter que ter competência”, pontuou Guerino Zanon.>
Outro candidato que abordou o tema foi Aridelmo Teixeira (Novo), que aproveitou a pergunta a Guerino sobre ações para a área da segurança pública para relembrar que, “no primeiro dia de governo, ele (Casagrande) trouxe um secretário de Segurança que na primeira entrevista disse que ‘ia conhecer um pouquinho melhor o Estado para poder falar’".>
“Temos bons quadros no Espírito Santo e vamos ter secretários que conhecem a nossa realidade”, arrematou o candidato do PSD.>
O candidato da Rede, Audifax Barcelos, também não perdeu oportunidade de fazer críticas à equipe de Casagrande durante o debate, afirmando que "o governo é lento" e concordando com os ataques de outros concorrentes. Um dos momentos foi quando Guerino o questionou sobre mobilidade urbana, se os problemas verificados eram por "incompetência ou equipe ruim ou as duas coisas", ao que o ex-prefeito da Serra acrescentou: "E mais corrupção, por isso não fez", para destacar promessas não cumpridas. >
Casagrande não rebateu os ataques, já que os adversários fizeram as críticas em perguntas que ele não estava envolvido diretamente. Ainda no primeiro bloco do debate, o candidato à reeleição afirmou que estava ali e tinha sido convidado para debater propostas e tentaria manter esse foco.>
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