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Destino de Lelo é incerto após queda do ministro da Cidadania

Lelo é secretário especial de Desenvolvimento Social, o "número 2" do Ministério da Cidadania. Ele está no cargo a convite de Osmar Terra, que foi retirado da pasta nesta quinta-feira (13)

Publicado em 13/02/2020 às 18h39
Atualizado em 14/02/2020 às 19h17
Lelo Coimbra (MDB) . Crédito: Gabriel Lordêllo
Lelo Coimbra (MDB) . Crédito: Gabriel Lordêllo

Com a saída de Osmar Terra (MDB) do comando do Ministério da Cidadania, anunciada nesta quinta-feira (13), é incerto o destino do ex-deputado federal Lelo Coimbra (MDB) no governo Bolsonaro.

Lelo, secretário especial de Desenvolvimento Social, foi nomeado para o cargo, vinculado à pasta, a convite de Terra. Ele tomou posse no dia 5 de fevereiro de 2019.

No ano anterior, era líder da maioria doe Michel Temer (MDB) na Câmara Federal. O próprio Osmar Terra também integrou o governo Temer. Lelo tentou, sem sucesso, a reeleição em 2018.

Na secretaria especial, o ex-deputado é o número dois do ministério, chegando a assumir o lugar de Osmar Terra quando este precisava se ausentar. Também sob a batuta da secretaria comandada pelo capixaba está o programa Bolsa Família.

Nesta quinta-feira, no entanto o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) confirmou a mudança pelo Twitter, colocando Onyx Lorenzoni (DEM) no lugar de Terra na Cidadania.

A reportagem tenta falar novamente com Lelo, mas ele ainda não retornou o contato feito nesta quinta-feira.

Ainda em dezembro de 2018, o ex-deputado federal disse à reportagem que o convite para ocupar o cargo deu-se pela proximidade com Osmar Terra e não por articulações do MDB.

Substituto de Terra, Onyx até então comandava a Casa Civil de Bolsonaro. Onyx foi desidratado, a Casa Civil já havia perdido, por exemplo, o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), que foi para o Ministério da Economia.

ENQUANTO ISSO, NO MINISTÉRIO DA CIDADANIA

O jornal "Folha de S. Paulo" mostrou que cerca de 1 milhão de famílias aguardavam, em janeiro, uma resposta do Ministério da Cidadania para ingressarem no programa de proteção social e transferência de renda aos mais pobres.

O levantamento feito pela Folha considera os 200 municípios de menor renda per capita do Brasil, apontados pelo IBGE em 2017. Em todos, houve recuo na cobertura e um ritmo de atendimento a novas famílias menor que em períodos anteriores.

CONTRATOS SOB SUSPEITA

Além disso, o "Estado de S. Paulo" revelou, esta semana, que o ministério até então sob a batuta de Osmar Terra ignorou alertas e firmou contrato com uma empresa de tecnologia suspeita de fraudes.

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) solicitou nesta quarta-feira, ainda de acordo com o "Estadão", que a Corte investigue todos os contratos de tecnologia da informação firmados por Terra.

MINISTRO DIZ QUE DEMITIU EQUIPE DA ÁREA DE TECNOLOGIA

Na noite desta quarta, Osmar Terra emitiu uma "nota de esclarecimento".

"Sobre as notícias veiculadas pelo Estadão envolvendo a contratação da empresa B2T pelo Ministério da Cidadania é importante destacar: Todos mas todos - os funcionários da linha de decisão e que estão envolvidos na contratação desta empresa foram afastados num processo de aperfeiçoamento dos controles.

As demissões iniciaram-se em agosto de 2019 e terminaram em janeiro deste ano com a demissão de toda a equipe da área de TI.

O Ministério da Cidadania está fazendo um pente-fino em todos os contratos da área. Não houve dispensa de licitação como a reportagem induz, mas uma contratação da empresa pela modalidade pregão eletrônico.

A investigação do envolvimento desta empresa em fraudes no Ministério do Trabalho só veio à tona e ao nosso conhecimento na semana passada.

O Ministério da Cidadania procurou também a Polícia Federal e está colaborando com as investigações."

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