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Braço direito de Witzel, capixaba Lucas Tristão se apresenta à PF no Rio e é preso

Aluno de Witzel em Vila Velha, o advogado do ES  foi coordenador de campanha do governador se envolveu em atrito com deputados estaduais, que o acusaram de espioná-los

Publicado em 28/08/2020 às 12h38
Atualizado em 28/08/2020 às 16h25
20.05.2020 - Lucas Tristão, secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais, faz apresentação sobre pacto social pela saúde e pela economia do Estado do Rio de Janeiro.

Foto: Eliane Carvalho
 Lucas Tristão foi secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais do Rio. Crédito: Eliane Carvalho/Governo RJ/Flickr

O advogado capixaba Lucas Tristão, ex-secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado do Rio de Janeiro, se apresentou à Polícia Federal (PF) no fim da manhã desta sexta-feira (28) e foi preso. Considerado braço direito do agora governador afastado do Rio, Wilson Witzel (PSC), ele teve a prisão decretada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), por suposto envolvimento em irregularidades na área de saúde do Estado fluminense.  A informação é do site G1

A PF e o Ministério Público Federal (MPF) fizeram buscas no Rio de Janeiro durante a manhã, mas Tristão não foi localizado. De acordo com vizinhos, ele havia se mudado de um dos endereços há três meses. 

Natural de Vitória, no Espírito Santo, Tristão, de 33 anos, conheceu Witzel no curso de Direito da Universidade de Vila Velha. Witzel, que atuou como juiz federal no Estado, foi professor do capixaba. 

Quando Witzel decidiu abrir mão da magistratura, ele e Tristão formalizaram sociedade em escritório de advocacia. A parceria foi mantida quando o ex-juiz decidiu disputar a eleição para governador do Rio. 

Tristão era homem de confiança de Witzel. Foi um dos coordenadores e advogados da campanha dele ao governo do Estado fluminense, em 2018. Quando assumiu a administração estadual, o ex-juiz convidou o capixaba para ser secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia e Relações Internacionais.

EXONERADO DO GOVERNO

Tristão foi exonerado do cargo, em junho, após desgaste com deputados estaduais da Assembleia do Rio de Janeiro (Alerj), que o acusaram de espioná-los, e pela ligação com Mário Peixoto, denunciado por chefiar esquema de corrupção na Saúde do Rio, de quem foi advogado.

Lucas Tristão é citado na delação do ex-secretário de Saúde Edmar Santos como tendo envolvimento no direcionamento de pagamentos de restos a pagar da saúde.

Durante as investigações, os procuradores descobriram o recebimento de transferências no montante de R$ 225 mil da conta do escritório de Lucas Tristão, provenientes das empresas de Mário Peixoto.

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