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Publicado em 22 de setembro de 2022 às 16:37
Candidato ao governo do Espírito Santo pela Rede, o ex-prefeito da Serra Audifax Barcelos prometeu, caso eleito, realizar, já no primeiro ano de governo, concurso para policial militar, para a polícia civil e também para as áreas de educação e saúde, visando contratar mais professores e médicos. >
Com fortes críticas à gestão do atual governador e candidato à reeleição, Renato Casagrande (PSB), Audifax afirma que é possível contratar novos servidores para o Estado devido à folga financeira do atual governo – que diz ser de R$ 6 bilhões – e também pelo fato de o governo gastar pouco mais de 30% com pessoal, quando o limite é de 50%.>
As propostas foram feitas durante sabatina promovida por A Gazeta e pela CBN Vitória, nesta quinta-feira (22). O ex-prefeito da Serra foi o quarto entrevistado da série de sabatinas com os candidatos ao governo do Estado realizadas ao longo desta semana. >
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Durante a conversa, o candidato afirmou que quer resolver o que considera ser o principal problema do Espírito Santo: a segurança pública. E, para isso, definiu metas, prometendo reduzir de 50% a 70% o número de homicídios. >
"Na Serra, quando chegamos, tínhamos 450 homicídios e deixamos a cidade com 130, ou seja, houve uma queda, uma diminuição de 70%. Isso aconteceu na cidade da Serra, no período que eu fui prefeito", prometeu.>
Questionado mais de uma vez sobre quem apoia nas eleições presidenciais, ele não respondeu, mesmo tendo líderes conhecidos do seu partido, como Marina Silva, declarando apoio ao ex-presidente Lula.>
"Não irei colocar essa eleição de forma nacional. Porque a minha preocupação é a população do Espírito Santo, independentemente de quem for o presidente", afirmou. >
Sobre os R$ 6 bilhões no caixa do Governo estadual, o ex-prefeito da Serra criticou o atual governador por não usar o dinheiro enquanto há necessidade de investimentos em segurança, saúde e educação.>
"O que eu tenho batido todas as vezes que converso com vocês é que o atual governador não é gestor. E quando eu falo que ele não é gestor, é por causa disso. Não teve planejamento para usar esse recurso, por isso que sobrou tanto dinheiro. As pessoas passando fome, as pessoas desempregadas, a segurança está um caos, a saúde está um caos e não usou esse dinheiro com o argumento de guardar pra fazer poupança?", questiona.>
Para Audifax, a folga financeira permite que o Estado valorize os profissionais. Além disso, ele também defende a contratação de mais profissionais.>
"Hoje, o Estado gasta pouco mais de 30% daquilo que arrecada com a folha, e a lei pode permitir até 50, 55%. Ele gasta um pouco mais de trinta. O que eu quero dizer? Que folga tem. Precisa também fazer com que eles estejam animados pra trabalhar. Então , a minha tese e a minha fala a todo instante é que dinheiro tem, o que falta é ser gestor, o que falta é ter equipe, o que falta é ter competência. E repito, não vem com essa justificativa de pandemia, porque volto a falar. Na pandemia, a construção civil não parou . Ou seja, não fez porque não teve competência pra fazer. Sempre que surge essa discussão, o governador, candidato à reeleição, diz sem citar nomes que querem raspar os cofres", comentou.>
A respeito da escolha da vice, tenente Andresa, do Corpo de Bombeiros, afirmou que ela sinaliza sua prioridade para a segurança pública e também representa a força da mulher, além da renovação, por ser jovem e estreante na política. Questionado se a escolha de Andresa, apoiadora declarada de Bolsonaro, sinaliza o lado que o candidato está na disputa presidencial, Audifax afirmou que não, pois a escolha dela não foi por questão partidária.>
"Porque eu entendo que a gente precisa ter um olhar para a mulher. A situação das mulheres no Estado não está legal com a questão do feminicídio, com a questão das agressões das mulheres. Tem absurdos acontecendo, né? Eu estive na Serra no final de semana e as delegacias não funcionam nos fins de semana. Vocês sabiam disso?", indagou.>
Na área da segurança, ele defende a volta do Nuroc (Núcleo de Combate ao Crime Organizado), dizendo que, atualmente, é alto o número de roubo de madeiras no Norte e de roubo de gado e sacas de café no Sul. E também estabeleceu meta de reduzir, em seu mandato, de 50% a 70% o número de homicídios no Estado.>
O candidato destacou que há déficit de 3.500 policiais militares e 1.400 policiais civis. E, para fortalecer a segurança pública, ele defende o aumento do efetivo com a realização de concurso para a Polícia Militar, Polícia Civil e na educação.>
"São mais de dez mil DTs. O total de professores é de 50 mil; 10 mil são DTs. O professor só pode ficar um ano, no máximo mais um, depois, tem que ir embora. Como é que esse professor vai criar vínculo com a escola, vai criar vínculo com o aluno, vai criar vínculo com a família e com o bairro? Não tem como. Então, é concurso, sim. Concurso na área da saúde é outro ponto. Quanto tempo não tem concurso para médico nesse Estado?">
Audifax Barcelos foi o quarto entrevistado da série de sabatinas. As entrevistas começaram na segunda-feira (19), com Renato Casagrande. Na terça-feira (20), foi a vez de Manato (PL); na quarta, de Guerino Zanon (PSD). E seguem nesta sexta-feira (23), com o Capitão Vinicius Sousa (PSTU). >
A ordem foi definida pela colocação nos candidatos na sondagem estimulada de intenção de votos da última pesquisa Ipec, divulgada no dia 2 de setembro por A Gazeta. Os candidatos Aridelmo Teixeira (Novo) e Cláudio Paiva (PRTB), que não estavam entre os cinco mais bem colocados, mas pontuaram, vão participar de uma entrevista com duração de cinco minutos, cada um, a ser veiculada no sábado (24), na rádio CBN e no site A Gazeta. >
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