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Publicado em 18 de novembro de 2022 às 14:19
- Atualizado há 3 anos
Em pleno 2022, com avanço da medidas de transparência nos órgãos públicos e da digitalização de processos e documentos, a Câmara da Serra exigiu um protocolo presencial, em Serra Sede, para informar como os vereadores votaram em duas propostas de emenda à Lei Orgânica do município. As medidas aumentam despesas do Legislativo.>
Um dos textos garante aos parlamentares a revisão anual geral dos salários no mesmo percentual concedido aos servidores da cidade. Com validade a partir de 2023, também concede o mesmo benefício ao prefeito, ao vice e aos secretários municipais. O outro propõe o aumento no número de vagas de vereadores de 23 para 25. Inicialmente, os itens não estavam na Ordem do Dia, mas foram colocados em pauta pela Mesa Diretora.>
Para saber como os vereadores se manifestaram na votação, ocorrida na quarta-feira (16), a TV Gazeta precisou se deslocar até a Câmara e protocolar um pedido escrito â mão para ter acesso ao documento. A petição foi feita pela repórter Poliana Alvarenga e teve a solicitação feita ao vivo pela âncora do ES1, da TV Gazeta, Rafaela Marquezini, durante entrevista com o presidente da Câmara da Serra, Rodrigo Caldeira (PSDB).>
A Casa aprovou em primeiro turno, por 16 votos a 3, a mudança no número de vagas de vereadores para a próxima eleição, em 2024. Já em relação ao direito ao reajuste, o placar do segundo turno ficou em 17 votos favoráveis a 3 contrários. A votação em primeiro turno da proposta ocorreu na sessão do dia 9 de novembro e teve 16 votos favoráveis. A relação dos votantes não consta no site da Câmara.>
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VOTOS A FAVOR DA MATÉRIA>
VOTOS CONTRA A MATÉRIA>
ABSTENÇÕES>
AUSENTES>
O projeto de Emenda à Lei Orgânica nº 4 diz respeito à fixação do salário do prefeito, vice e dos vereadores de acordo com o reajuste concedido aos servidores. Já o projeto nº5 é sobre o aumento de 23 para 25 vereadores a serem eleitos na próxima eleição
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Na quarta-feira, às 20h, a reportagem de A Gazeta tentou contato via telefone e WhatsApp com o presidente da Casa para saber como os parlamentares votaram, mas não houve retorno da demanda. Já na quinta-feira (17), a reportagem procurou a assessoria de imprensa da Câmara solicitando a informação. Apenas no final da manhã desta sexta-feira (18), a Câmara informou que a lista nominal de votos dos vereadores só seria repassada após pedido protocolado presencialmente na Câmara, em Serra Sede.>
Pelo Youtube oficial da Câmara, o placar com a votação dos parlamentares foi filmado de longe, impossibilitando que o cidadão pudesse ver como cada vereador se posicionou. A informação também não estava no site da Casa, como é comum nos canais oficiais de outros entes do Legislativo, como a Assembleia Legislativa do Espírito Santo e a Câmara de Vitória.>
Segundo o presidente, Rodrigo Caldeira, "qualquer documento da Casa tem que ter protocolo". >
Rodrigo Caldeira (PSDB)
Presidente da Câmara da Serra, em entrevista à TV GazetaCom a criação dos dois gabinetes, incluindo os salários dos novos vereadores e da equipe de assessores deles, a Câmara da Serra terá um custo adicional de, pelo menos, R$ 1.194.992,94 por ano.>
Na justificativa da proposta, os parlamentares usaram como argumento a grande extensão do município, com 547,6 km², e que a cidade tem a maior população do Estado, com 536.765 habitantes, segundo estimativa do IBGE. Segundo os defensores da emenda, o município é muito grande e os 23 parlamentares seriam "insuficientes" para dar conta de cobrir toda a cidade.>
Caso a proposta seja promulgada, os vereadores vão atingir o limite máximo de parlamentares municipais permitidos pela Constituição Federal, que limita a 25 cadeiras para cidades entre 450 mil e 600 mil habitantes. Não há na Constituição nenhuma prerrogativa que aumente, automaticamente, o número de cadeiras em caso de crescimento populacional. >
Para efeito comparativo, Vila Velha, que tem 508.655 habitantes, conta com 17 vereadores em sua Câmara; enquanto Cariacica, com 386.495 moradores tem 19 cadeiras.>
A regra valerá, se aprovada, a partir da próxima legislatura, ou seja, não altera o número de vereadores neste momento, mas, sim, a quantidade de parlamentares a serem eleitos em 2024.>
No final de outubro, os parlamentares já haviam aprovado o projeto para que eles mesmos tenham direito ao auxilio-alimentação. Segundo o presidente da Casa, Rodrigo Caldeira (PSDB), o valor é de “700 e poucos reais”.>
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VOTOS CONTRA A MATÉRIA>
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