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Traficantes do Bairro da Penha usaram mulheres e crianças para fugir

Mais de 30 pessoas foram presas na segunda fase da Operação Leviatã ,que cumpriu mandados de prisão em Vitória, Cariacica, Viana e na Serra

Publicado em 07/10/2019 às 20h00
Operação Leviatã II, no Complexo da Penha, em Vitória. Crédito: Divulgação/PCES
Operação Leviatã II, no Complexo da Penha, em Vitória. Crédito: Divulgação/PCES

Para fugir da abordagem policial durante a operação Leviatã II, realizada no Complexo da Penha, em Vitória, traficantes do Primeiro Comando de Vitória (PCV) usaram familiares, mulheres com crianças de colo e até atiraram contra policiais.

O titular do Departamento Especializado de Narcóticos (Denarc), o delegado Fabricio Dutra, revelou que, durante o cumprimento de mandados de prisão, sua equipe encontrou uma casa com um túnel e um esconderijo com fachada de casa de oração.

“Os traficantes expõem mulheres e crianças de maneira perigosa. Tivemos uma forte repressão (troca de tiros) por parte deles. O traficante é inconsequente, atira e não quer saber quem vai atingir. Os policiais tiveram de se abrigar, mas graças a Deus nenhum inocente ficou ferido”, afirmou o delegado.

De acordo com Dutra, Carlos André Mendonça de Jesus, 20 anos, estava em um grupo formado por pelo menos outros três traficantes que atiraram contra a equipe do Denarc na última quarta-feira (2), durante a segunda fase da Operação Leviatã, no Bonfim. Ao todo, 39 pessoas foram presas em Vitória, SerraAracruzCariacica e Viana.

Operação Leviatã II, no Complexo da Penha, em Vitória. Crédito: Divulgação/PCES
Operação Leviatã II, no Complexo da Penha, em Vitória. Crédito: Divulgação/PCES

CARRO ALUGADO

Além de André, Helton Pontiá Machado, o Cara de Mulher, 24 anos, Jean Finamore Bento, o Jeanzinho, 19, Rhuan Alves Furtado da Silva, 19, fugiram para o Rio de Janeiro em um carro alugado no Espírito Santo. Dutra não revelou onde os traficantes se esconderam no Rio. Segundo ele, nenhuma arma foi apreendida na operação realizada domingo (06).

Questionado sobre o paradeiro de Fernando Moraes Pereira Pimenta, o Marujo, e Geovani Andrade Bento, o Vaninho, o delegado não confirmou se os dois estavam no Complexo da Penha no dia da operação e se fugiram para o Rio de Janeiro junto com os comparsas.

“Há informações sigilosas que não podemos passar. Esses criminosos sempre tem como meta a fuga da polícia. O carro usado por eles foi locado em nome de um homem que não tem passagem pela polícia, mas agora, será ouvido e terá que se explicar”, afirmou.

CASAS EM PIÚMA

O delegado-geral da Polícia Civil, José Darcy Arruda, informou que a polícia vai investigar se os traficantes do Primeiro Comando de Vitória (PCV) alugaram casa em Piúma, litoral Sul do Estado. No último domingo (6), quatro integrantes da facção criminosa foram presos em imóveis do município.

“Como eles estavam sendo perseguidos, entraram na cidade de Piúma e numa residência, foi tudo muito rápido. Agora começa, então, a investigação no sentido de descobrir que casa é essa, se estava ou não programado, isso tudo faz parte de investigações que serão conduzidas”, explicou o delegado.

Operacao em Piúma prende integrantes de facção do Bairro da Penha, em Vitória. Crédito: Divulgação / Leitor
Operacao em Piúma prende integrantes de facção do Bairro da Penha, em Vitória. Crédito: Divulgação / Leitor

OPERAÇÃO LEVIATÃ

A primeira fase da operação Leviatã aconteceu durante uma semana de junho e resultou em sete suspeitos detidos e um adolescente apreendido, cerca de 50kg de entorpecentes, sete armas - entre elas, um fuzil calibre 556, 855 munições, 14 balanças de precisão, 66 aparelhos celulares, 04 bombas de fabricação caseira e R$2.375, em espécie.

Na segunda fase, uma megaoperação das polícias Civil e Militar terminou com 35 pessoas detidas, entre elas dois adolescentes, na noite da última quarta-feira (02). A ação ocorreu no Bairro da Penha, em Vitória, com objetivo de capturar suspeitos de terem participação em ataques realizados nos municípios de Serra e Vitória.

Os mandados são referentes às investigações de ataques que ocorreram em fevereiro a uma empresa que fornece alimentos para os presídios, em Cariacica; a um coletivo, incendiado em Nova Almeida, em Serra; e ao veículo incendiado da reportagem de uma rede de televisão, em maio; Outro ataque foi em junho, um incêndio a residências no morro da Piedade.

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