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Integrantes de facção presos no ES trocaram tiros com a PM do RJ

Quatro integrantes do Primeiro Comando de Vitória (PCV) foram presos durante operação policial realizada no Sul do Estado neste domingo (6)

Publicado em 07/10/2019 às 18h09

Após escaparem do cerco policial durante a operação Leviatã II, no Complexo da Penha, em Vitória, na última quarta-feira (02), quatro traficantes capixabas trocaram tiros com a Polícia Militar no Rio de Janeiro antes de serem presos em Piúma, litoral Sul do Estado, no último domingo (6).

De acordo com a polícia, Helton Pontiá Machado, o Cara de Mulher, 24 anos, Jean Finamore Bento, o Jeanzinho, 19 anos, Carlos André Mendonça de Jesus, 20 anos, e Rhuan Alves Furtado da Silva, 19 anos, integram o Primeiro Comando de Vitória (PCV). Eles fugiram do bairro da Penha, em Vitória, durante operação realizada no Complexo da Penha.

Operação em Piúma prende integrantes de facção do Bairro da Penha, de Vitória. Crédito: Divulgação / Leitor
Operação em Piúma prende integrantes de facção do Bairro da Penha, de Vitória. Crédito: Divulgação / Leitor

Liderado por Carlos Alberto Furtado da Silva, o Beto, preso desde 2013, o PCV está sediado no Bairro da Penha mas também controla o tráfico de drogas no Bonfim, Gurigica, Itararé, São Benedito e Consolação. Além da Grande Vitória, a polícia investiga a atuação da facção em outros municípios do Estado.

Operação prende integrantes de facção em Piúma

Operacao em Piúma prende integrantes de facção do Bairro da Penha, em Vitória
Operacao em Piúma prende integrantes de facção do Bairro da Penha, em Vitória. Divulgação / Leitor
Operacao em Piúma prende integrantes de facção do Bairro da Penha, em Vitória
Operacao em Piúma prende integrantes de facção do Bairro da Penha, em Vitória. Divulgação / Leitor
Operacao em Piúma prende integrantes de facção do Bairro da Penha, em Vitória
Operacao em Piúma prende integrantes de facção do Bairro da Penha, em Vitória. Divulgação / Leitor
Operacao em Piúma prende integrantes de facção do Bairro da Penha, em Vitória
Operacao em Piúma prende integrantes de facção do Bairro da Penha, em Vitória. Divulgação / Leitor
Operacao em Piúma prende integrantes de facção do Bairro da Penha, em Vitória
Operacao em Piúma prende integrantes de facção do Bairro da Penha, em Vitória. Divulgação / Leitor
Operacao em Piúma prende integrantes de facção do Bairro da Penha, em Vitória
Operacao em Piúma prende integrantes de facção do Bairro da Penha, em Vitória. Divulgação / Leitor
Operacao em Piúma prende integrantes de facção do Bairro da Penha, em Vitória
Operacao em Piúma prende integrantes de facção do Bairro da Penha, em Vitória
Operacao em Piúma prende integrantes de facção do Bairro da Penha, em Vitória
Operacao em Piúma prende integrantes de facção do Bairro da Penha, em Vitória
Operacao em Piúma prende integrantes de facção do Bairro da Penha, em Vitória
Operacao em Piúma prende integrantes de facção do Bairro da Penha, em Vitória

A partir da troca de informações entre as polícias capixabas e a polícia carioca, os policiais do Espírito Santo identificaram que, ao chegarem no estado carioca, os bandidos do Complexo da Penha trocaram tiros com a Polícia Militar na Avenida Brasil, na altura do Caju, no Rio de Janeiro, e conseguiram fugir. Não há informação sobre feridos.

“Através do setor de inteligência foi descoberto que elementos capixabas estavam em dois veículos. Um deles teria realizado disparo de arma de fogo contra a guarnição da PM e fugido. Um outro veículo, em tese, com três suspeitos, foi abordado e encaminhado para a delegacia do Rio de Janeiro”, disse o titular do Departamento Especializado de Narcóticos (Denarc), delegado Fabricio Dutra.

Após averiguação, os ocupantes do carro foram liberados porque não estavam envolvidos no disparo e não tinham mandados de prisão pendentes. No entanto, a partir das informações fornecidas pelas forças de segurança cariocas, a polícia capixaba montou um cerco na BR 101, na altura de Safra, no último domingo (6).

“Identificamos que eles retornariam ao estado e montamos os cercos na Safra e em Guarapari.  Acreditamos que em outro veículo, comparsas do bando passaram por um desses cercos e avisou o quarteto sobre a operação”, explicou Dutra. A operação conjunta contou com policiais civis, militares e agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

FUGA PELO MANGUE

O superintendente regional da Polícia Rodoviária Federal (PRF), inspetor Amarílio Boni explicou que, após ser identificado, o carro onde estavam Helton, Jean, Carlos André e Rhuan foi perseguido até Piúma. No local, os criminosos se esconderam em casas e em prédios públicos. De acordo com o inspetor, André tentou fugir a nado em um mangue.

“O André foi para o mangue, mas acredito que não sabia nadar porque ele voltou e se escondeu em uma escola. Os demais pularam muros, telhados para fugir e se esconder, mas com o apoio da população, que estava franqueando nosso acesso, conseguimos prender todos eles” comemorou o inspetor.

André tentou fugir pelo mangue. Crédito: Divulgação / Leitor
André tentou fugir pelo mangue. Crédito: Divulgação / Leitor

OPERAÇÃO LEVIATÃ

A primeira fase da operação Leviatã aconteceu durante uma semana de junho e resultou em sete suspeitos detidos e um adolescente apreendido, cerca de 50kg de entorpecentes, sete armas - entre elas, um fuzil calibre 556, 855 munições, 14 balanças de precisão, 66 aparelhos celulares, 04 bombas de fabricação caseira e R$2.375, em espécie.

Na segunda fase, uma megaoperação das polícias Civil e Militar terminou com 35 pessoas detidas, entre elas dois adolescentes, na noite da última quarta-feira (02). A ação ocorreu no Bairro da Penha, em Vitória, com objetivo de capturar suspeitos de terem participação em ataques realizados nos municípios de Serra e Vitória.

Os mandados são referentes às investigações de ataques que ocorreram em fevereiro a uma empresa que fornece alimentos para os presídios, em Cariacica; a um coletivo, incendiado em Nova Almeida, em Serra; e ao veículo incendiado da reportagem de uma rede de televisão, em maio; Outro ataque foi em junho, um incêndio a residências no morro da Piedade.

Os ataques ocorreram a mando dos líderes do Primeiro Comando de Vitória (PCV), que controla o tráfico de drogas nos bairros da Penha, Bonfim, São Benedito, Consolação, Itararé e Gurigica.

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