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Facção do Bairro da Penha se expande para todo o Espírito Santo

Com o núcleo da organização no Bairro da Penha, em Vitória, o Primeiro Comando da Capital (PCV) já não limita suas ações criminosas na comunidade.

Publicado em 02/10/2019 às 22h32
Megaoperação no Complexo da Penha em Vitória. Crédito: TV Gazeta
Megaoperação no Complexo da Penha em Vitória. Crédito: TV Gazeta

Com o núcleo da organização no Bairro da Penha, em Vitória, o Primeiro Comando da Capital (PCV) já não limita suas ações criminosas na comunidade. Além da Grande Vitória, a facção busca se expandir por todo o Estado.

Em 2018, o Ministério Público do Espírito Santo apontou que membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) - organização criminosa que surgiu em São Paulo - davam apoio a grupos como o Primeiro Comando da Capital (PCV) que atuava no Bairro da Penha, em Vitória.

O suporte era de ligação comercial para aquisição de drogas, armas e explosivos, alimentando, assim, um grupo de bandidos que passou a expandir sua área de atuação por todo o Estado.

Atualmente, o PCV possui ramificações em bairros como São Marcos e Nova Almeida, na Serra, e Cobi de Cima, em Vila Velha, firmando acordos de cooperação de tráfico de drogas e armas. O Ministério Público também já tinha registro das presença de representantes do PCV em Linhares e em Guarapari, sempre com o objeto de buscar novos espaços para atuar no comércio de entorpecentes e de armamento.

Na ponta dessa organização criminosa, está Carlos Alberto Furtado, o Beto, atualmente preso na Penitenciária de Segurança Máxima 2, em Viana. De lá, as ordens partem para que Fernando Pimenta, o Marujo, e seu braço direito, Giovani de Andrade Neto, o Vaninho, para que administrem o tráfico de drogas e demais crimes cometidos pelo PCV. Os dois ainda são procurados pela polícia.

De acordo com o secretário de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), Roberto de Sá, o foco da polícia hoje é o Bairro da Penha,  pois é onde fica o núcleo da facção. 

Secretário de Segurança Roberto Sá. Crédito: Vitor Jubini
Secretário de Segurança Roberto Sá. Crédito: Vitor Jubini

TERRENO PRIVILEGIADO

Roberto Sá

Secretário de Segurança Pública

"Esse grupo tem sim o seu quartel no Bairro da Penha, de onde partem suas ações, por isso a operação foi naquele bairro, respeitando as pessoas que moram ali"

Na manhã desta quarta-feira (02), as polícias Civil e Militar realizaram uma megaoperação de combate ao PCV, chamada de Leviatã II. O objetivo era o cumprimento de 62 mandados de busca e apreensão e 43 mandados de prisão. Os integrantes da facção são acusados de incendiarem um ônibus, em Nova Almeida, na Serra, e um carro de reportagem, no Bonfim, Vitória. Eles também atacaram uma empresa de alimentos, em Cariacica, e provocaram outros dois incêndios residenciais na Piedade,  Capital.

O secretário chamou a atenção para a geografia do Bairro da Penha, que colabora com que os criminosos permaneçam no local. “Apesar da maioria das pessoas que moram nessas áreas ser humilde, honesta e trabalhadora, também acaba sendo um ambiente que a topografia favorece o comandamento de ações criminosas, pois os bandidos têm uma visão privilegiada do terreno. Quem está no alto da região vê tudo, em especial se for à noite, pois no alto é menos iluminado. Isso cria dificuldade, mas não impedem o nosso trabalho”, enfatizou Roberto Sá, que esteve no Destacamento da Polícia Militar no Bairro da Penha, durante a operação.

Sobre a repressão constante ao PCV, o secretário afirmou que a polícia não vai recuar, independente das dificuldades, e elogiou a operação desta quarta-feira.

“Hoje foi um duro golpe contra a criminalidade, mas é um trabalho permanente, que não cessa. Trabalhamos de forma integrada com os policiais civis e militares, o Ministério Público, o poder judiciário. O Estado vai estar presente onde for necessário. O Estado, enquanto instituição, não vai tolerar ações de intimidação”, enfatizou.

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