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Facção de Vitória tinha até máquina de contar dinheiro

Segundo a polícia, o equipamento era usado devido ao volume de dinheiro. Operação apreendeu armas e drogas e prendeu 31 pessoas na Grande Vitória

Publicado em 02/10/2019 às 21h46
Máquina de contar dinheiro foi apreendida durante operação no Bairro da Penha. Crédito: Glacieri Carraretto
Máquina de contar dinheiro foi apreendida durante operação no Bairro da Penha. Crédito: Glacieri Carraretto

Uma máquina de contar dinheiro foi apreendida durante a operação que contou com 360 policiais civis e militares, na manhã desta quarta-feira (02), com foco no Complexo da Penha, em Vitória.

A apreensão do equipamento aponta o grande volume de movimentação de dinheiro do Primeiro Comando da Capital (PCV), segundo o delegado-chefe da Divisão de Repressão a Crimes Contra o Patrimônio (DRCCP), Rafael Correia. “Há um indicativo de grande quantidade de dinheiro sendo apurado e levantado por essa organização criminosa”, descreveu.

A máquina foi apreendida na casa de um dos integrantes da facção, Natan Linos Pereira Barros, 18 anos, no Bairro da Penha, por policiais militares. No local também havia drogas e R$ 800 em dinheiro.

“Acredito que eles não estejam mais fazendo grandes compras de drogas e armazenamento de grandes quantidades devido às apreensões, como 600 ou 500 quilos de drogas de uma vez. As compras seriam menores por isso”, descreveu o delegado.

Ao todo 360 policiais e 90 viaturas participaram Operação Leviatã II com prisões em Vitória, Aracruz e Serra. Foram 31 pessoas detidas, sendo 19 por cumprimento de mandados de prisão e outras 12 em flagrante.

Sobre o fato de não ter alcançando alvos principais do PCV, como Giovani  de Andrade, o Vaninho, e Fernando Pimenta, o Marujo, apontados como lideranças dentro do Primeiro Comando de Vitória (PCV), a reportagem questionou se os dois teriam recebido informações de que o Bairro da Penha seria alvo de operação policial.

“Não acreditamos no vazamento de informações, não temos nenhuma informação disso. Mas como são 360 pessoas envolvidas nessa operação, é inerente do ser humano eventualmente fazer um comentário inapropriado em determinado momento”, explicou  Correia.

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