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Servidor responsável por vigiar detento que pulou muro de penitenciária é demitido no ES

Um mês após pular o muro da Penitenciária de Segurança Máxima 2, em Viana, Márcio Vieira, condenado a mais de 180 anos de prisão, segue foragido

Vitória
Publicado em 13/11/2020 às 11h16
Atualizado em 13/11/2020 às 11h16
Márcio Vieira conseguiu fugir do Presídio de Viana
Márcio Vieira conseguiu fugir do Presídio de Viana. Crédito: Reprodução

O mistério da fuga do detento Márcio Vieira, condenado a mais de 180 anos de prisão, que pulou o muro da Penitenciária de Segurança Máxima 2, em Viana, completou um mês nesta quinta-feira (12). Márcio, de 41 anos, que tem uma extensa ficha criminal, com acusações de assassinatos, latrocínio e roubos, continua foragido.

Um servidor em designação temporária, que era o responsável pela vigilância do preso na unidade prisional na data da fuga, teve o contrato rescindido de imediato, de acordo com a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), que é responsável pela administração do presídio.

O procedimento administrativo disciplinar (PAD), aberto pela Sejus para investigar as circunstâncias da fuga, continua em andamento.

O trabalho, de acordo com a Secretaria de Estado da Justiça, também compreende esforços da Diretoria de Inteligência Prisional, em conjunto com as forças de segurança pública, para recaptura do foragido.

A FUGA

Segundo a Sejus, detento realizava um trabalho na área interna da unidade e conseguiu fugir pulando o muro, voltado para uma área de mata. Buscas foram realizadas por inspetores penitenciários, apoio do Núcleo de Operações e Transporte Aéreo (Notaer) e da Polícia Militar, porém, ainda não obtiveram resultado.

A Sejus também comunicou o fato ao Poder Judiciário e repassou informações para as forças de segurança do Estado para aumentar as chances de recaptura.

HISTÓRICO DO FORAGIDO

É extensa a ficha criminal do detento Márcio Vieira, que conseguiu pular o muro e fugir da penitenciária. Pelo menos três assassinatos, uma tentativa de homicídio e outra tentativa de latrocínio, além de uma série de roubos a comércios no Norte do Espírito Santo. O detento de 41 anos é natural de Colatina e já foi condenado a mais de 180 anos de prisão. Somente em um dos processos que responde na Justiça, o detento recebeu uma pena de 84 anos.

O detento, segundo a sentença, foi um dos responsáveis pelo assassinato de três pessoas – duas em Linhares e a outra em Aimorés, em Minas Gerais – e por tentar matar outra pessoa, também em Linhares.

O caso aconteceu em junho de 2011 e Márcio Vieira foi condenado em 2015 pelo Júri Popular. O foragido também responde por roubos a casas, propriedades rurais e comércios em Colatina, João Neiva e Aracruz, inclusive com uso de agressão física contra as vítimas.

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