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"Quero que esse ser desumano pague", diz mãe de jovem morta em Vila Velha

Para Kelly, o caso da filha não se trata de um acidente e sim de um homicídio. Ela contou, ainda, que a universitária trabalhava para pagar os estudos, estava cheia de sonhos e feliz com as conquistas

Publicado em 05/03/2020 às 16h52
Atualizado em 05/03/2020 às 17h34
Ramona Bergamini Toledo morreu em acidente na Lindenberg. Crédito: Reprodução/Facebook
Ramona Bergamini Toledo morreu em acidente na Lindenberg. Crédito: Reprodução/Facebook

Muito abalada e chorando, Kelly Bergamin, mãe da universitária Ramona Bergamini Toledo, que morreu no fim da noite desta quarta-feira (04), após um motorista invadir a contramão e atingir a moto da estudante, no bairro Nossa Senhora da Penha, em Vila Velha, conversou com a reportagem durante o velório da jovem,  no mesmo bairro da morte, nesta quinta-feira (05). Para Kelly, o caso da filha não trata-se de um acidente e sim de um homicídio. 

Kelly contou que irá fazer de tudo para que o motorista que atropelou Ramona, Wilker Wailant , seja culpabilizado. Ela contou, ainda, que a filha trabalhava para pagar os estudos, estava cheia de sonhos e feliz com as conquistas.

"Eu estava em casa, um policial me ligou, depois o pai dela, desesperado: 'Sua filha morreu'. Aí você pensa: 'Ela cometeu uma infração? Fez algo de errado?' Mas não, estava a 200 metros de casa, parada em um sinal, pronta para entrar em casa. Vem um bêbado na contramão e assassina ela. Porque não foi acidente. Eu quero justiça porque o mal ele já fez para nós. Ela ia fazer cerimônia de jaleco no próximo sábado, me chamou para colocar o jaleco e hoje eu tive que colocar uma roupa para enterrar minha filha. Não quero que ela fique só nas estatísticas. Quero que esse ser desumano que matou minha filha, acabou com nossa família, pague", desabafou.

Kelly Bergamini falou sobre a perda da única filha. Crédito: Larissa Avilez
Kelly Bergamini falou sobre a perda da única filha. Crédito: Larissa Avilez

Kelly completou que Ramona era natural de Pancas, região Noroeste do Espírito Santo, e foi morar na Grande Vitória para estudar e trabalhar. "Ela veio para ter a oportunidade que lá nós não temos. E agora arrancaram isso dela, tiraram a força", lamentou. 

Já a avó materna da universitária, Marlene Gonçalves Bergamini, definiu a neta como uma jovem feliz e amada por todos. Ela também não classifica o caso como um acidente. 

"Ela era um amor, a nossa vida. Uma pessoa que todos amavam, agradava a todos. Pessoa incrível, batalhadora, sonhadora. Vem um assassino e faz isso. Isso foi um assassinato, não foi acidente. Ela estava parada na faixa, veio um motorista bêbado e acabou com ela. Desejo que haja justiça para que esse motorista não faça isso para outra pessoa. Ela não morreu sozinha, a família morreu junto", disse. 

MOTORISTA SERÁ PRESO

De acordo com a Polícia Civil, o motorista Wilker Wailant, de 36 anos, já foi autuado em flagrante e responderá por homicídio culposo qualificado, por dirigir sob influência de álcool. Assim que tiver alta do hospital para onde foi socorrido, ele será encaminhado para o Centro de Triagem de Viana. O estado de saúde dele também é desconhecido.

JOVEM FARIA 20 ANOS

Estudante de fisioterapia e prestes a participar de uma solenidade do curso, a jovem Ramona teve os sonhos bruscamente interrompidos no mês em que completaria 20 anos de idade. O acidente aconteceu enquanto ela voltava do trabalho e próximo de onde ela morava, no bairro Nossa Senhora Aparecida, em Vila Velha.

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