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PMs flagrados com drogas foram presos dentro de unidade policial

A operação desencadeada pelo Ministério Público resultou em apreensão de drogas e simulacros dentro de viatura

Publicado em 15/10/2020 às 21h55
Carro da Polícia Militar em frente ao Quartel General da PM
Carro da Polícia Militar em frente ao Quartel General da PM. Crédito: Carlos Alberto Silva - Arquivo

A prisão de dois policiais militares durante a operação do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES)  aconteceu dentro da 2ª Companhia do 4ª Batalhão da Polícia Militar, em Praia das Gaivotas, Vila Velha, na manhã desta quinta-feira (15). O objetivo era cumprir mandando de busca e apreensão contra os militares, mas durante a abordagem foram localizadas drogas e simulacros de armas,  o que ocasionou as prisões em flagrante. 

Os policiais presos são o  soldado Leonardo Verbeno Pereira e o Cabo  Werlem Charles Andrade Ramos, segundo relatório obtido pela reportagem de A Gazeta. A Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar confirmou a identidade e disse que está fornecendo acompanhamento jurídico dos dois, pois ambos são associados.

A investigação foi instaurada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do MPES, com cooperação da Corregedoria-Geral da Polícia Militar.  Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pela Vara da Auditoria Militar e deveriam ser cumpridos no local de trabalho e também no domicílio dos militares.

De acordo com o relatório da detenção, os dois policiais estavam a bordo de uma viatura. No interior do veículo que pertence à corporação, embaixo do tapete do motorista, foram apreendidas quatro buchas de maconha e um pino de cocaína. Também havia um pen drive. 

Ainda durante as buscas, os representantes do Gaeco localizaram na mochila do cabo Werlem uma arma de fogo falsa. Já na mochila do soldado Verbeno também havia uma pistola falsa e sete pinos de cocaína.

A equipe do Gaeco e da Polícia Militar seguiram para as residências dos militares, realizaram novas buscas e nada de ilícito foi encontrado. 

De acordo com o presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar, cabo Eugênio, a situação está sendo acompanhada pelos advogados da entidade. "O plantão jurídico da associação acompanhou os associados, estamos levantando a situação como um todo e ainda estamos formando um entendimento do que aconteceu. Além disso, estamos  preparando para audiência de custódia que deve ocorrer nesta sexta-feira (16). O setor jurídico vai garantir o contraditório e a ampla defesa dos militares", explicou o presidente da ACS. 

DESDOBRAMENTO

De acordo com nota do Ministério Público do Espírito Santo, as apurações de crimes militares,  entre eles o de corrupção passiva, foram iniciadas após a execução da primeira fase da "operação PATREM", em março, que visava o combate a uma  associação criminosa com atuação em Cariacica e região da Grande Vitória, que teve a segunda fase deflagrada nesta quinta-feira. 

CORPORAÇÃO

Em nota à imprensa, a Polícia Militar do Espírito Santo, por intermédio da Corregedoria-Geral da Corporação, disse que  prestou apoio, a convite do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público Estadual. O objetivo era o cumprimento de mandando de busca e apreensão nas residências de dois militares, que estariam envolvidos de alguma forma nas investigações do MPES.

A corporação também afirmou que, a partir de agora, o juiz da Vara de Auditoria Militar determinará a manutenção ou não da prisão e que, paralelo a isso, será instaurado procedimento administrativo disciplinar para apurar a conduta dos militares.

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