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Padrasto suspeito de matar menina de 5 anos na Serra é levado ao presídio

A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) informou que o acusado está preso preventivamente no Centro de Triagem de Viana

Publicado em 20/10/2020 às 09h21
Atualizado em 20/10/2020 às 15h49
Elisnai Borges Eloy, padrasto acusado de espancar menina de 5 anos até a morte na Serra, deixa o DML e segue para presídio
Elisnai Borges Eloy, padrasto acusado de espancar menina de 5 anos até a morte na Serra, deixa o DML e segue para presídio. Crédito: Ricardo Medeiros

O padrasto suspeito de matar a enteada de 5 anos por espancamento na Serra foi levado para o presídio na manhã desta terça-feira (20). Elisnai Borges Eloy, de 35 anos, deixou o Departamento Médico Legal (DML) por volta das 8h, como mostrou a TV Gazeta.

Ele é o principal suspeito de cometer o crime. Foi a mãe quem pediu socorro na base da Eco101, próximo ao bairro Cidade Nova, na Serra. A família mora próximo à BR 101, que é administrada pela concessionária.

Aghata Vitória Santos Godinho foi levada pela mãe para a unidade já desacordada. Os médicos tentaram reanimar a criança por duas horas, mas a menina não resistiu.

Agatha Moreira Santos Godinho, de 5 anos, morreu vítima de espancamento na Serra
Agatha Moreira Santos Godinho, de 5 anos, morreu vítima de espancamento na Serra. Crédito: Reprodução/TV Gazeta

A equipe médica constatou hematomas na barriga, nas mãos e na cabeça da criança, por isso chamou a Polícia Militar enquanto a criança recebia atendimento.

A mãe da menina contou que saiu de casa por volta das 14h para ir em uma aula de autoescola e deixou a filha com o companheiro. Posteriormente, a mãe recebeu uma ligação da irmã relatando que a filha estava desacordada.

Logo em seguida, o próprio padrasto se dirigiu à base da Eco01 e foi questionado sobre o que teria ocorrido com a menina. Ele não soube explicar os hematomas e disse que a criança passou mal depois do almoço. Elisnai foi levado para a delegacia e autuado por homicídio qualificado por motivo fútil com impossibilidade de defesa da vítima. A mãe da criança também foi ao DML para liberar o corpo da filha. Abalada e se sentindo mal, ela não quis gravar entrevista. O  caso é investigado pela Polícia Civil.

Demandada pela reportagem, às 15h desta terça-feira (20) a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) informou que o acusado está preso preventivamente no Centro de Triagem de Viana. 

SUSPEITO NEGA TER AGREDIDO MENINA

O padrasto, apontado como principal suspeito do crime, negou que tenha agredido a menina e disse que ela passou mal depois de almoçar. O homem, de 35 anos, é aposentado por invalidez por não ter uma mão. No posto da Eco101, o suspeito não soube explicar os hematomas. Já na delegacia, ele ficou calado, segundo policiais civis. O padrasto foi autuado por homicídio qualificado por motivo fútil com impossibilidade de defesa da vítima. 

O QUE DIZ A POLÍCIA CIVIL

A Polícia Civil informa que o caso segue sob investigação da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM). O padrasto foi autuado em flagrante pelo crime de homicídio qualificado, e encaminhado ao Centro de Triagem de Viana.

"O corpo da vítima foi encaminhado para o Departamento Médico Legal (DML) de Vitória para ser feito o exame cadavérico, e o prazo para a conclusão do laudo é de 30 dias. Outras informações não serão repassadas para que a apuração dos fatos seja preservada", informa a polícia, por nota.

A corporação destaca que a população tem um papel importante nas investigações e pode contribuir com informações de forma anônima através do Disque-Denúncia 181. O anonimato é garantido e todas as informações fornecidas são investigadas.

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