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Operação Marias

Operação prende 16 homens por violência contra mulher no ES

A ação foi realizada em 18 Estados, além do DF. No Espírito Santo foram 16 prisões em sete cidades das regiões Norte, Serrana e da Grande Vitória

Publicado em 05 de Março de 2020 às 20:06

Redação de A Gazeta

Publicado em 

05 mar 2020 às 20:06
Operação Marias foi deflagrada nesta quinta-feira (5) em 18 Estados do Brasil e do DF Crédito: Polícia Civil Espírito Santo
Deflagrada nesta quinta-feira (5) pela Polícia Civil, por meio da Divisão Especializada de Atendimento à Mulher, a Operação Marias prendeu 16 homens acusados de cometerem crimes contra mulheres no Espírito Santo. A Operação de âmbito nacional foi realizada em 18 estados, além do DF, prendendo, ao todo, 331 homens.
Realizada em seis oportunidades no ano de 2019, a Operação desta quinta (5), que teve apoio do Ministério da Justiça, foi a primeira de 2020, reunindo 60 oficias e 16 viaturas, na Grande Vitória e nas regiões Nordeste e Serrana.

16

homens foram presos na Operação Marias
Os 16 homens foram presos por cometerem crimes como Lesão Corporal, Estupro e ameaça, nas cidades de CariacicaVila Velha, Vitória, SerraLinharesSão Mateus e Marechal Floriano.
Responsável pela ação no Espírito Santo, a delegada Cláudia Dematté, da Delegacia Especializada de Atendimento e Proteção à Mulher, afirmou em entrevista coletiva, na chefatura da Polícia Civil, que os números demonstram o sistema patriarcal da sociedade. Ainda segundo ela, crimes contra mulheres continuarão sendo fiscalizados no Estado.
"Infelizmente esse cenário de violência contra mulher ainda existe no Brasil e no mundo. Fruto de uma sociedade machista de cultura patriarcal, onde homens agem como se a mulher fosse sua propriedade", comentou a delegada.
Além das prisões, foram apreendidas quatro munições de calibre 38, dois envelopes para munições vazios, uma espingarda de pressão e um coldre de neoprene preto, usado para proteção do armamento.
Também em apoio à operação, o Delegado-geral da Polícia Civil do Espírito Santo, José Darcy Santos Arruda, afirmou que em casos como o crime de invasão de domicilio, a princípio com pena irrisório, por envolver a relação entre homem e mulher o caso pode ser mais grave.
"Em casos como invasão de domicílio em uma situação comum é uma pena irrisória, mas pelo terror, envolvendo violência doméstica é muito grave. Acho interessante a participação da delegacia ao decretar as prisões", opinou.
O delegado José Darcy Santos Arruda em entrevista nesta quinta-feira (5) Crédito: Alberto Borém
O Delegado-geral da Polícia Civil do ES ainda detalhou que apesar de não ter datas determinadas para futuras operações, ao menos outras três devem ser realizadas ainda este ano.
"Certamente terão outras edições ainda no primeiro semestre (de 2020) e mais duas devem acontecer no segundo semestre. O ConCPC (Conselho Nacional de Chefes da Polícia Civil) organiza e nos passa", detalhou o delegado.

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