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Mulher foi morta em Itapemirim para não ser testemunha em júri

Quatro suspeitos da morte de Anna Maria Max de Souza, de 28 anos, foram presos, e um é procurado. Ela seria testemunha de acusação do assassinato do namorado, ocorrido em 2018

Tempo de leitura: 3min
Publicado em 24/05/2022 às 16h28

A mulher assassinada a tiros na madrugada do último dia 2, no bairro Maraguá, em Itapemirim, no Sul do Espírito Santo, foi morta para não testemunhar no processo de homicídio do namorado dela, morto em 2018, em Piúma, na presença dela. A constatação é da Polícia Civil, que prendeu quatro suspeitos de envolvimento no crime nesta segunda-feira (23). Segundo a corporação, a vítima foi identificada como Anna Maria Max de Souza, e tinha 28 anos.

Anna Maria Max de Souza
Anna Maria Max de Souza foi morta a tiros na madrugada do dia 2 de maio deste ano, em Itapemirim. Crédito: Redes sociais

Os suspeitos foram detidos durante uma operação chamada “ANNA, realizada por policiais civis da 9ª Delegacia Regional de Itapemirim, em parceria com a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), e com o apoio das guardas municipais de Itapemirim e de Marataízes.

A Polícia Civil capixaba informou que as prisões aconteceram em Araruama, na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro; em Iriri, no município de Anchieta, e em Marataízes, ambas cidades no Litoral Sul do Espírito Santo.

Chefe da 9ª Delegacia Regional de Itapemirim, o delegado Djalma Pereira Lemos contou que Anna Maria foi alvo de vários disparos de arma de fogo na madrugada do dia 2 de maio, no bairro Maraguá, em Itapemirim, e encontrada abandonada e sem documentos de identificação.

Djalma Pereira Lemos

Delegado titular da 9ª Delegacia Regional de Itapemirim

"Realizamos a identificação da vítima por meio de coleta de depoimento de testemunhas e familiares, e depois identificamos o veículo utilizado pelos suspeitos para levar a mulher ao local de sua execução. A vítima, ao sair com os autores do crime, temia ser morta e ligou para um familiar, avisando que estaria saindo com pessoas suspeitas"

EMBOSCADA CONTRA TESTEMUNHA DE ACUSAÇÃO

O delegado explicou que Anna Maria foi atraída ao município de Anchieta e levada para o bairro Maraguá, em Itapemirim, onde foi executada e abandonada. “A vítima seria testemunha de acusação em um júri que seria realizado no dia 4 de maio, a respeito de um homicídio de 2018, que ocorreu na Ilha do Gambá, em Piúma. No dia do crime, o parceiro dela foi executado com um tiro na nuca enquanto eles estavam tendo relação sexual”, explicou Djalma Pereira Lemos.

O chefe da 9ª Delegacia Regional de Itapemirim disse que, na época do assassinato do namorado de Anna Maria, a mulher conseguiu escapar dos tiros e reconheceu os suspeitos. “Ela foi morta para que não testemunhasse nesse processo”, relatou. 

Ao todo, cinco suspeitos foram identificados por envolvimento no crime, até o momento, segundo o delegado. “Dois irmãos ‘pistoleiros’ de Araruama, no Rio de Janeiro, que vieram ao Estado a pedido e intermédio de seu irmão de criação que morava em Marataízes, um segurança que trabalhava em uma loja comercial e tinha um terreno próximo ao local onde a mulher foi morta. Os três ainda contrataram uma quarta pessoa, dona do veículo utilizado no crime. O quinto envolvido seria o pai do ex-companheiro da mulher, morto em 2018. Ele não aceitava o relacionamento dos dois”, pronunciou.

HOMICÍDIO QUALIFICADO

A Polícia Civil informou que os suspeitos responderão por homicídio qualificado. Segundo a corporação, após o cumprimento de mandado de prisão temporária, os três suspeitos detidos em Anchieta e Marataízes foram encaminhados ao sistema prisional capixaba. Já o suspeito detido no Rio de Janeiro foi recambiado pela equipe da 9ª Delegacia Regional de Itapemirim para o Espírito Santo.

De acordo com o chefe da 9ª Delegacia Regional de Itapemirim, as investigações continuam tendo o objetivo de deter o quinto suspeito, que está foragido no Rio de Janeiro. “Divulgamos a foto do quinto indivíduo para a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, que está sendo procurado por nossos colegas do Rio de Janeiro, já que este lá se encontra homiziado”, finalizou o delegado.

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