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Violência contra a mulher

Mulher espancada por namorado viu amiga ser morta pelo ex-marido na Serra

No domingo (12), a auxiliar de serviços gerais quase teve parte da orelha arrancada pelo companheiro. Há um ano, ela perdeu uma amiga, morta a tiros pelo ex-marido em Jardim Carapina

Publicado em 13 de Julho de 2020 às 16:44

Redação de A Gazeta

Publicado em 

13 jul 2020 às 16:44
A auxiliar de serviços gerais teve graves ferimentos na orelha direita após ser mordida e agredida pelo namorado
A auxiliar de serviços gerais teve graves ferimentos na orelha direita após ser mordida e agredida pelo namorado Crédito: Reprodução/TV Gazeta
A mulher que quase teve parte da orelha arrancada pelo ex-companheiro no bairro Jardim Carapina, na Serra, já presenciou, em frente à própria casa, a amiga Maria Madalena Santos, de 38 anos, sendo assassinada pelo marido. Em ambos os casos, o ciúme dos parceiros de relacionamento motivou os criminosos atos de violência.
No assassinato ocorrido no ano passado, a mulher seguia para o trabalho quando foi morta a tiros pelo ex-marido. Maria Madalena e a mulher que foi espancada e teve parte da orelha dilacerada pelo companheiro, trabalhavam na mesma empresa, ambas como auxiliar de serviços gerais.
Em entrevista à TV Gazeta, a vítima, que não foi identificada, disse que conversava constantemente com a amiga para que não aceitasse aquele relacionamento abusivo. 
Maria Madalena foi morta a tiros pelo ex-marido no ano passado
Maria Madalena foi morta a tiros pelo ex-marido no ano passado Crédito: Arquivo pessoal e A Gazeta
"Ela pedia conselhos para mim e minha mãe e falávamos que ela tinha que ter cuidado com ele e ir à delegacia. Eu sempre falei que nunca aceitaria um relacionamento deste tipo, mas agora aconteceu comigo", disse.

MORDIDA E AGRESSÕES

A mulher de 32 anos teve um corte profundo em uma das orelhas decorrente de uma forte mordida dada pelo companheiro. O local apresentou muito sangramento na sequência. Ela ainda teve o ombro e um dedo mordidos pelo namorado, além de ter recebido socos e apertões na região do pescoço.
"Achei que ficaria sem minha orelha na hora, porque ele mordeu e puxou. Eu senti rasgando. Como ele estava apertando meu pescoço, eu mordi o braço dele para que me soltasse, foi nessa hora que ele mordeu a minha orelha. Pensei que ele fosse me matar, de tanto que me batia. Cheguei a ficar tonta, mas pensei que se desmaiasse, ele me mataria na sequência. Foi então que consegui reagir e criei forças para me defender", contou.
O pintor Laudimário da Silva, de 37 anos, é o acusado de morder e agredir a auxiliar de serviços gerais
O pintor Laudimário da Silva, de 37 anos, é o acusado de morder e agredir a auxiliar de serviços gerais Crédito: Reprodução/TV Gazeta
O acusado das agressões é o pintor Laudimário da Silva, de 37 anos. O relacionamento durou cerca de um ano e meio, sempre marcado por brigas motivadas pelo ciúme, mas até então, ela afirma que nunca havia sido agredida.
"Alguém falou pra ele que eu havia o traído, mas sem prova. Ele estava bêbado, alterado e partiu para as agressões ao invés de tentar conversar", contou a vítima, que conseguiu correr e pedir socorro.
O homem permaneceu em casa após as agressões. Ele foi preso pela polícia por lesão corporal qualificada na forma da Lei Maria da Penha e foi encaminhado ao Complexo Prisional de Viana. Apesar da prisão, a mulher segue com medo, pois a casa dela é vizinha à residência do ex-companheiro.
"A gente vê uma agressão pequena e deixa passar, mas depois vira soco, mordida e até morte. Temos que denunciar", finalizou a mulher vítima da mordida na orelha.
Com informações de Daniela Carla, da TV Gazeta

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