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Mais um feminicídio

Mulher é assassinada pelo ex-marido a caminho do trabalho na Serra

Segundo testemunhas, o ex prometeu que não iria fazer nada, mas quando a ex-esposa tentou fugir, ele puxou ela pelos cabelos até uma esquina e atirou

Publicado em 19 de Junho de 2019 às 12:58

Publicado em 

19 jun 2019 às 12:58
Maria Madalena foi assassinada a tiros na Serra Crédito: Bernardo Coutinho
A auxiliar de serviços gerais Maria Madalena dos Santos, de 38 anos, foi assassinada pelo ex-marido com quatro tiros na cabeça em Jardim Carapina, na Serra, no início da manhã desta quarta-feira (19). Maria saía de casa quando foi abordada pelo homem.
A vítima estava indo trabalhar por volta das 07h10. Ela estava do lado de fora já entrando no carro da irmã, um Fiat Palio, junto com os sobrinhos dela. Segundo testemunhas, o ex-marido chegou já puxando Maria Madalena para fora do veículo, arrastando ela no meio da rua.
Quem viu a situação, principalmente os familiares, gritaram desesperados pedindo para que o ex-marido não machucasse a auxiliar de serviços gerais. Ele prometeu que não iria fazer nada, mas quando a ex-esposa tentou fugir, ele puxou ela pelos cabelos e levou a mulher até a esquina da casa onde ela morava.
Mulher é assassinada pelo ex-marido a caminho do trabalho na Serra
No local, o ex deu um tiro na cabeça da vítima. Ela ainda tentou se levantar, quando ele disparou mais quatro vezes. A vítima foi atingida com dois trios no rosto, dois nas nádegas e um na mão. Depois de matar Maria Madalena, o acusado fugiu “pedindo perdão” para a irmã da vítima, segundo relatos de testemunhas que presenciaram a ocorrência.
HISTÓRICO DE VIOLÊNCIA
Maria Madalena já foi agredida pelo ex Crédito: Arquivo pessoal
O caso de Maria Madalena é mais um parecido com outros relatos de mulheres que foram assassinadas por ex-companheiros. Segundo a família, eles eram casados por 18 anos e há quatro anos se separaram, quando ele foi preso por agressões contra a mulher e uma tentativa de homicídio.
Há menos de duas semanas ele voltou para casa e, desde então, pedia para voltar. Depois de sair da cadeia, ele chegou a ficar alguns dias na residência da ex-esposa, mas a auxiliar de serviços gerais pediu que ele saísse em menos de uma semana. Desde então, ele vinha ameaçando a mulher, dizendo que iria matar ela, até que a situação ocorreu na manhã desta quarta.
“Ele não aceitava ela estar com outra pessoa. Ficou sabendo da cadeia e mandou ameaças lá de dentro. Quando saiu, tentou reatar de várias formas, mas ela não queria. “Ela deu a chance para ele coagida, porque ele mostrou uma pistola para ela”, explicou a irmã da vítima, Liliene Rosa dos Santos, de 37 anos. Assista à entrevista no vídeo abaixo:
 
Segundo Liliene, o ex-marido saiu da casa dela no último domingo (16). “Ela se sentiu ameaçada e ele ficou esses dias tentando reatar (morando na casa dela). Até para igreja foi. Mas como ela não gostava mais dele, ela não dava atenção e ele não aceitava isso. Domingo ele pegou e foi embora”, explicou.
ACUSADO PEDIU PERDÃO EM MENSAGEM 
“Me perdoe Liene. Eu não aguentei ouvir isso da boca dela, que está apaixonada por aquele desgraçado.” Foi essas palavras que o ex-marido de Maria Madalena dos Santos, 38 anos, ousou dizer para a irmã dela após assassinar a auxiliar de serviços gerais na manhã desta quarta-feira (19) em Jardim Carapina, na Serra. Jean Silva dos Santos enviou a mensagem cerca de uma hora depois de matar a mulher na frente da irmã e dos sobrinhos.
O homem ainda é procurado pela polícia. A mensagem para a irmã foi enviada por um aplicativo de mensagens às 8h12 para a irmã de Maria Madalena, Liliene Rosa dos Santos, de 37 anos. Nela, o homem ainda diz que “está indo matar ele também”. A pessoa a quem se refere seria com quem Maria Madalena estava se relacionando, situação que o ex não aceitava.
“Me perdoa, mas eu estava falando sério com ela, mas ela não acreditou. Eu vou matar M. hoje ainda. Já sei onde ele mora e estou cego por ela. Eu vou dar muito tiro nele. Desculpe família”, tentou se justificar na mensagem enviada para a irmã após o assassinato.
Com informações de Mayra Bandeira

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