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No local de trabalho

Mulher é esfaqueada e morta pelo próprio companheiro em Nova Venécia

Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos quando o gerente do comércio parou em frente ao batalhão do Corpo de Bombeiros para pedir ajuda; suspeito foi detido
Mariana Lopes

Publicado em 

17 ago 2023 às 15:19

Publicado em 17 de Agosto de 2023 às 15:19

Leidinéia dos Santos Dalvi da Silva foi esfaqueada pelo próprio companheiro na manhã desta quinta, em Nova Venécia
Leidinéia dos Santos Dalvi da Silva foi esfaqueada pelo próprio companheiro na manhã desta quinta, em Nova Venécia Crédito: Redes sociais

Correção

17/08/2023 - 4:06
Inicialmente, a Polícia Militar havia informado, em nota, que o caso teria acontecido no Córrego São Luiz Reis. No entanto, o crime ocorreu em São Luiz Gonzaga, na zona rural de Nova Venécia, no sentido a cidade de Boa Esperança. Posteriormente, a PM também informou o nome e a idade da vítima, bem como a idade do suspeito. A corporação também comunicou que o comércio onde a vítima foi atacada pertence ao suspeito do crime, e que quatro aparelhos celulares foram recolhidos pelo perito e entregues na delegacia. Todas as informações foram corrigidas e acrescentadas na matéria.
Uma mulher foi esfaqueada e morta pelo próprio companheiro, um homem de 41 anos, na manhã desta quinta-feira (17) em um comércio de compra e venda de pimenta, localizado em São Luiz Gonzaga, zona rural de Nova Venécia, no sentido a cidade de Boa Esperança, no Noroeste do Estado.
Leidinéia dos Santos Dalvi da Silva, de 35 anos, chegou a ser socorrida pelo gerente do estabelecimento, mas, ao chegar em frente ao Batalhão do Corpo de Bombeiros para pedir ajuda, os militares constataram a morte da vítima. O nome do suspeito do crime, que foi detido, não foi divulgado. 
Segundo consta no boletim de ocorrência da Polícia Militar, os três funcionários do comércio, que pertence ao suspeito do crime, relataram que por volta das 7h chegaram ao local de trabalho e, como de costume, foi passado a eles o que seria feito. A vítima estava no escritório e, poucos minutos depois, eles ouviram gritos e pedidos de socorro.
Os funcionários, então, correram para ver o que estava acontecendo e se depararam com a mulher correndo e caindo no chão após se apoiar em um carro. 
Um quarto funcionário, que seria o gerente do comércio, socorreu a vítima e, ao chegar em frente ao Batalhão do Corpo de Bombeiros de Nova Venécia, parou para pedir socorro. No entanto, a equipe que estava de serviço confirmou o óbito da vítima.
À Polícia Militar, o gerente do comércio, que socorreu a vítima, relatou detalhes do crime. À corporação, ele disse que fez contato com a mulher para saber sobre um serviço que seria feito pela manhã.
Logo após ele voltou e, neste momento, viu o autor do crime em pé, por trás da vítima, com uma faca, e a mulher tentando segurar a arma branca. O gerente segurou o homem, a mulher saiu correndo e caiu em seguida, no chão do pátio da empresa.
Consta também no boletim de ocorrência que, quando os policiais chegaram no local do crime, um militar da reserva já havia imobilizado o autor, identificado como companheiro da vítima. O policial relatou que estava em deslocamento para o 2º Batalhão, para fazer uma instrução, e quando passou próximo ao local do fato foi abordado na pista por uma pessoa que informou sobre o ocorrido. Dessa forma, imediatamente, ele fez contato com o 190. 
A Polícia Civil informou, em nota, que o corpo da vítima será encaminhado para o Serviço Médico Legal de Colatina, para ser necropsiado e, posteriormente, liberado para os familiares.
Já o suspeito foi encaminhado para a Delegacia Regional de Nova Venécia, onde foi autuado em flagrante por homicídio qualificado por motivo torpe "mediante recurso que dificulte ou impossibilite a defesa do ofendido, cometido contra a mulher por razões da condição de sexo feminino (feminicídio)", comunicou a corporação.
Ainda segundo a PC, o suspeito se reservou no direito constitucional de ficar em silêncio. Ele será encaminhado ao sistema prisional.
A faca utilizada no crime, além de quatro aparelhos celulares, foram recolhidos pelo perito e entregues na delegacia.

Desfecho na Justiça

Com base em um laudo médico psiquiátrico, a Justiça absolveu e declarou inimputável Adriano da Silva, que havia sido preso na manhã de 17 de agosto de 2023 após invadir um comércio de compra e venda de pimenta e matar a facadas sua companheira, Leidinéia dos Santos Dalvi da Silva, de 41 anos, na comunidade de São Luiz Gonzaga, zona rural de Nova Venécia, no Noroeste do Espírito Santo.
Na decisão consta que, conforme o laudo médico, apesar da materialidade e autoria comprovadas, o réu apresentava quadro de doença mental, sendo “incapaz de entender e autodeterminar-se quanto ao fato”, conforme a sentença, proferida em setembro de 2024 pelo juiz Ivo Nascimento Barbosa. A reportagem teve acesso ao resultado do julgamento nesta terça-feira (20). O magistrado determinou a internação do réu, por tempo indeterminado.

Atualização

20/05/2025 - 10:50
Esta matéria foi atualizada com o desfecho do caso na Justiça. 

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