Publicado em 2 de março de 2023 às 10:00
A família do adolescente Carlos Eduardo Rebouças Barros, de 17 anos, morto à queima-roupa por um policial militar em Pedro Canário, no Norte do Espírito Santo, afirmou, na manhã de quarta-feira (1º), que os mesmos militares envolvidos na ocorrência perseguiam o jovem e já teriam o ameaçado de morte. A mãe de Carlos, Cleia Louza Rebouças, relatou para a repórter Rosi Bredofw, da TV Gazeta Norte, que os PMs disseram para ela que iriam matar o jovem. >
Cleia falou que sabia que o filho tinha envolvimento com o tráfico e também fazia uso de drogas, tendo começado por volta dos 14 anos. Segundo ela, a família ficou revoltada com a forma como a PM agiu, já que Carlos Eduardo foi rendido e algemado durante a abordagem policial. >
Cleia Louza Rebouças
Mãe de Carlos EduardoApesar da família alegar que o rapaz foi algemado, o comandante-geral da PMES, coronel Douglas Caus, disse nesta quinta (02), que ainda não há certeza, só pelas imagens, se, de fato, Carlos estaria com os braços imobilizados.>
Carlos Eduardo tinha um irmão gêmeo, que também era ameaçado de morte pelos policiais, de acordo com a mãe, o que o motivou a deixar Pedro Canário e ir para a Grande Vitória. Cleia disse que esse seria o mesmo destino do filho morto, que tinha uma companheira grávida de gêmeos e já estava se preparando para sair da cidade. >
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Cleia Louza Rebouças
Máe de Carlos EduardoEnquanto estava rendido, o adolescente Carlos Eduardo Reboucas Barros, de 17 anos, foi baleado por um policial militar na manhã desta quarta-feira (1), no bairro São Geraldo, em Pedro Canário, no Norte do Espírito Santo. Uma câmera de segurança flagrou toda a ação. No vídeo, o suspeito aparece já rendido e, mesmo assim, é alvo do disparo de arma de fogo à queima-roupa.>
Em um primeiro momento, as imagens mostram o rapaz sentado. Depois ele se levanta, parece conversar com o policial e se aproxima de um muro. O PM segue com a arma apontada, até que realiza os disparos. A vítima cai no chão e o policial se afasta.>
Depois, o corpo do adolescente é visto sendo arrastado para dentro do terreno, atrás do muro, onde havia marcas de sangue.>
Cinco policiais militares suspeitos de envolvimento na morte do adolescente foram detidos em flagrante ainda nesta quarta-feira (01). Eles foram ouvidos no 13º Batalhão da PM, localizado em São Mateus, município vizinho de onde ocorreu o fato. >
Durante uma coletiva de imprensa no início da noite de quarta, o comandante-geral da corporação, coronel Douglas Caus, afirmou que os militares – cujas identidades não foram divulgadas – passarão por audiência de custódia nesta quinta (02). As armas dos militares foram apreendidas.>
"Eles serão trazidos para o Quartel do Comando-Geral (em Vitória) e ficarão detidos. O auto de prisão em flagrante que está sendo feito será remetido pela Corregedoria à auditoria militar e, amanhã (02), durante um audiência de custódia, o juiz auditor e o Ministério Público do Espírito Santo (MPES) irão decidir pela continuidade da prisão", afirmou Caus. >
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