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Mãe de aluna de 12 anos denuncia assédio sexual em escola de Vitória

A mãe da criança alega que um funcionário da escola teria passado a mão na perna e na cintura da menina; a Secretaria de Educação de Vitória pediu o afastamento do suspeito

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 08/07/2021 às 23h11
Atualizado em 09/07/2021 às 13h35
Foto da Emef João Bandeira, em Vitória
Criança de 12 anos teria sido assediada por funcionário da Emef João Bandeira, em Vitória. Crédito: Rafael Paes

Uma menina de 12 anos teria sido assediada sexualmente por um funcionário da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) João Bandeira, que fica no bairro Consolação, em Vitória. A denúncia foi feita nesta quinta-feira (8) pela mãe da garota, que alega que o homem teria passado a mão na cintura e na perna da aluna. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil e a Secretaria de Educação de Vitória (Seme) solicitou o afastamento imediato do funcionário até que as investigações sejam concluídas pela polícia.

A mãe da menina contou que ficou sabendo do caso através de um aplicativo de mensagens da filha. Os nomes não serão divulgados para preservar a menor de idade. De acordo com a mulher, a filha apresentou comportamento estranho ao longo da semana, se recusando a ir para a escola. Nesta quinta-feira (8), porém, ela conseguiu ver as postagens da vítima na rede social.

"Já estava acontecendo há alguns dias, durante a semana. Ela não queria ir para a escola e achei muito estranho. Hoje, quando ela foi entrar na escola, eu vi uma postagem dela no WhatsApp, uma postagem do 'medo e do nojo desse homem'. Quando eu vi a palavra homem, eu pensei 'não é um coleguinha, é uma pessoa adulta'. Pedi explicações, mas ela disse que não diria aquela hora. Mas ela estava chorando. Quando cheguei, ela já estava na sala da direção, conversando e chorando", disse.

A mulher ainda alegou que o assédio não teria acontecido apenas com sua filha, mas com uma colega da menina também, da qual o homem teria chegado a tocar nas partes íntimas. Segundo a mãe, a escola teria tentado acobertar o fato e proteger o funcionário. Ela contou ainda que não vai obrigar a filha a voltar para a escola caso a garota não se sinta confortável.

"Ele tentou agarrar minha filha quando ela passou para ir à biblioteca, passou a mão na perna e na cintura dela. E na amiga, ele chegou a tocar nas partes íntimas dela. Os pais tiraram a menina da escola. A menina relatou que o funcionário ficava olhando com desejo para ela, olhando para o seio dela, mas como ela não tinha prova e estava sozinha, comentou com os pais", disse a mãe da aluna de 12 anos.

Mãe da aluna de 12 anos

Vitória|ES

"Sair do carinho de casa para ser abusada na escola é muito revoltante. Isso não foi só com ela, só que neste momento eu tenho certeza que vou falar pelas crianças que ele importunou sexualmente, pelas crianças que ele coagiu, vou falar pelas mães que tinham vontade e não falavam."

A mãe afirmou que  a menina não quer voltar para a escola e está traumatizada. "Ela estuda lá desde quando entrou no primeiro ano do ensino fundamental. Estranhei ela não querer ir, mas agora entendi. Ela está muito assustada, chorando em alguns momentos. Disse que não quer voltar para escola, tem medo de ser maltratada. E eu como mãe também não vou deixar", disse.

O QUE DIZ A PREFEITURA DE VITÓRIA

A Secretaria de Educação de Vitória (Seme) informou que tomou conhecimento do suposto caso de assédio após comunicação da diretora da Emef João Bandeira, nesta quinta-feira (8). Imediatamente, a equipe de inspeção escolar foi enviada ao local para apurar a situação e acionou a Guarda Civil Municipal de Vitória, que encaminhou o caso à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA).

A Seme acrescentou que todo o apoio está sendo prestado à estudante e à família, e reforçou que "acolherá essa estudante para que a mesma sinta-se confortável em permanecer na escola. Se a família preferir, pode efetuar o pedido de transferência da menina".

Segundo a secretaria, o funcionário suspeito pertence a uma empresa terceirizada. "A Secretaria Municipal de Educação já solicitou, por meio de ofício, o afastamento imediato dele das funções até que a DPCA possa elucidar os fatos."

O município também informou que ofereceu suporte junto à Secretaria de Assistência Social (Semas), com atendimento psicológico para a família e para a estudante, que também terá acompanhamento pediátrico. "Outras informações não serão passadas para preservar a suposta vítima", finaliza a nota.

O QUE DIZ A POLÍCIA CIVIL

Demandada pela reportagem de A Gazeta, a Polícia Civil informou que um inquérito policial foi instaurado na Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) para apuração integral dos fatos e que "mais informações não serão passadas a fim de preservar as investigações".

Atualização

9 de Agosto de 2021 às 13:34

A Polícia Civil enviou nota sobre o caso. O texto foi atualizado.

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