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Justiça mantém prisão do assassino da jovem Luana Demonier

A decisão é da juíza Raquel de Almeida Valinho. A magistrada destacou que a soltura de Rodrigo seria "temerária" e que, caso fosse solto, poderia voltar a cometer os mesmos crimes, intimidar testemunhas e fugir

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 11/02/2021 às 13h02
Acusado de matar a namorada em Cariacica
Rodrigo Pires Rosa, preso acusado de matar a namorada. Crédito: Carlos Alberto Silva

A Justiça decidiu manter preso o assassino da jovem Luana Demonier, de 25 anos, morta a facadas em Cariacica. Rodrigo Pires Rosa passou por uma audiência de custódia na manhã desta quinta-feira (11) e teve sua prisão em flagrante pelo feminicídio convertida em preventiva, ou seja, sem prazo para acabar.

A decisão é da juíza Raquel de Almeida Valinho. A magistrada destacou que a soltura de Rodrigo seria "temerária" e que, caso fosse solto, poderia voltar a cometer os mesmos crimes, intimidar testemunhas e fugir.

Rodrigo Pires Rosa matou Luana a facadas no bairro Vila Capixaba, em Cariacica. Ele já respondia a oito inquéritos por violência doméstica, com um longo histórico de ameaças a vários outras ex-companheiras. Rodrigo também já tinha um mandado de prisão em aberto.

Luana Demonier foi morta a facadas quando chegava em casa em Cariacica
Luana Demonier foi morta a facadas c. Crédito: Reprodução/Instagram

O assassinato aconteceu na noite de terça-feira (9), quando a jovem voltava do trabalho. O ex-namorado a acompanhava, aparentemente de forma amigável, e de repente começou a esfaquear a vítima, na rua onde ela morava, no bairro Vila Capixaba, em Cariacica.

Luana morreu no local, com 19 perfurações profundas no corpo. Câmeras de segurança flagraram o momento exato em que tudo aconteceu, por volta das 19h20. Ao lembrar e comentar sobre as fortes imagens que viu, a delegada Rafaella Aguiar declarou: "Até eu... me deu uma dor no coração" . Apesar de divulgado, o vídeo passou por edição para preservar a família da jovem.

Rodrigo acabou preso em flagrante por homicídio duplamente qualificado: por impossibilitar a defesa da vítima e por feminicídio. De acordo com a delegada, o assassinato foi premeditado. "Ele pegou a faca depois do almoço e acompanhou Luana na volta do trabalho (à noite). Ele já sabia a rotina e não teve uma discussão entre os dois para ele ter agido com raiva no momento da ação. Por isso, acredito que ele premeditou", argumentou Aguiar.

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