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Publicado em 27 de abril de 2021 às 16:06
- Atualizado há 5 anos
Um assassino frio. Assim pode ser definido o cadeirante Rafael Dias Santos, de 32 anos, que confessou ter assassinado a marretadas dois idosos em uma casa de reabilitação para dependentes químicos no fim da noite desta segunda-feira (26), no bairro Morada da Barra em Vila Velha. >
Preso em flagrante na manhã desta terça-feira (27), ele contou em entrevista à TV Gazeta como tirou a vida dos idosos Almir Ribeiro Sena, de 65 anos, e Odorico de Almeida Neves, de 83 anos. Após golpear e tirar a vida dos dois homens, Rafael dormiu tranquilamente na cama dele, posicionada entre as das vítimas. >
Rafael Silva Santos
Cadeirante e assassino confessoNa sequência, Rafael ainda detalhou a brutalidade com que tirou a vida dos companheiros de quarto. Não satisfeito em matar, ele desferiu golpes com a marreta com as vítimas já inconscientes. >
"Na hora que chamei ele (Almir), ele olhou para mim e dei a primeira marretada na cabela dele, umas 10, 15. Aí o outro, meio sonolento, o 'Seu Odorico, acordou. Aí eu puxei a cama para passar no meio, chamei por ele, e quando ele disse 'oi' eu já dei a primeira na cara dele. Depois fui e joguei o cobertor na cara dele para sufocar ele logo", disse de forma fria o assassino confesso. >
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Rafael morava no local há cerca de dois meses, onde tentava se livrar do vício em crack e outras drogas. Já os dois idosos assassinados moravam no local e buscavam se tratar do alcoolismo. Cada um deles foi morto por pelo menos dez golpes de marreta na cabeça. >
O assassino confesso foi preso pela Polícia Militar e foi levado para a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha para prestar depoimento. Ainda no local do crime, ele disse que acordou Almir e Odorico antes de matá-los, mas a polícia acredita que as vítimas tenham sido mortas enquanto dormiam, visto a limitação física de Rafael. A perícia da Polícia Civil apontará exatamente como os dois foram executados. >
O cadeirante disse que matou os dois idosos porque, segundo ele, era constantemente ameaçado pela dupla, mas em momento algum especificou como eram as ameaças que ele dizia sofrer. >
Rafael Dias Santos
Assassino confessoO pastor evangélico e coordenador do projeto que atende pessoas em reabilitação, Júlio César, ficou em choque ao se deparar com os corpos no andar de baixo. Além das duas vítimas e do assassino que moravam no térreo, no andar de cima, vivem outras seis pessoas em tratamento e ninguém escutou por gritos ou pedidos de socorro. >
"Estou me controlando à base de remédios. Trabalho nesta área há 22 anos e nunca aconteceu isso. Sabia que ele (Rafael) era usuário de drogas e estava na rua. Foi então que um pastor amigo meu trouxe ele para cá porque casa de reabilitação nenhuma o aceita porque ele é cadeirante. Então resolvemos abraçar esta causa", contou o religioso.>
Os corpos de Almir e Odorico foram periciados no local do crime e levados para o Departamento Médico Legal (DML), em Vitória. Na saída da viatura que conduziu do local do crime até a delegacia, Rafael foi chamado de "assassino" pelos moradores próximos da casa de reabilitação.>
Além de usuário de drogas, Rafael já possuía duas passagens pela polícia por roubo de acordo com informações repassadas pela Secretaria de Estado da Justiça. O caso será investigado pela DHPP de Vila Velha. >
Com informações de Daniela Carla, da TV Gazeta>
Por meio de nota, a Polícia Civil informou que Rafael Dias Santos foi conduzido à Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vila Velha. "Em depoimento formal, o suspeito de 32 anos confessou o crime e, com frieza, afirmou não ter arrependimento", diz o texto.>
A PC também informou que "o detido foi autuado em flagrante por homicídio qualificado por motivo fútil e dificuldade de defesa das vítimas" e levado para o Centro de Triagem de Viana, onde passará por audiência de custódia. A marreta utilizada no crime foi apreendida e encaminhada para a perícia.>
Por fim, a corporação afirmou que "os corpos das vítimas, de 62 e 79 anos, foram encaminhados para o Departamento Médico Legal (DML) de Vitória, para serem liberados para os familiares e para ser feito o exame cadavérico, que apontará a causa da morte". >
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