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Homem investigado por homicídios em Minas Gerais é preso em praia do ES

De acordo com a Polícia Civil do Espírito Santo, o suspeito é investigado por ao menos 10 assassinatos cometidos em Minas Gerais e estava foragido da prisão desde março

Publicado em 21/10/2020 às 20h50
Viatura da Polícia Civil do Estado do Espírito Santo
Viatura da Polícia Civil do Estado do Espírito Santo. Crédito: Carlos Alberto Silva

Polícia Civil do Espírito Santo prendeu nesta quarta-feira (21), na praia de Bicanga, na Serra, um homem de 36 anos suspeito de cometer pelo menos 10 homicídios, além de atuar no tráfico de drogas da região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Ele, que portava identidade falsa e utilizava o nome Fábio José da Silva, estava foragido da Penitenciária Público Privada, no município de Ribeirão das Neves, no estado mineiro.

A operação foi realizada por equipes da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Serra, em apoio às Delegacias de Homicídios das cidades de Vespasiano e Santa Luzia, da Polícia Civil de Minas Gerais. "No momento em que o criminoso chegava à praia de Bicanga, para encontrar os familiares de Minas, foi surpreendido pelos policiais, que realizaram a prisão. Não ofereceu resistência e foi conduzido até a DHPP de Vitória, onde se encontra custodiado até ser recambiado ao estado de Minas Gerais", contou o delegado Rodrigo Sandi Mori, titular da DHPP Serra.

"Não há indicativo de que esse foragido da Justiça de Minas Gerais tenha envolvimento com o tráfico de drogas ou com homicídios no município da Serra até o presente momento", disse o delegado.

A DHPP Serra foi responsável por dar suporte e apoio operacional à Polícia mineira. "Apoiamos no sentido de ajudar no levantamento de endereços em que o foragido da Justiça se encontrava na Serra, bem como no momento da prisão. Há uma integração entre as polícias dos Estados e nenhum homicida ou traficante vai vir se refugiar no município da Serra. Se isso ocorrer, será preso imediatamente", afirmou Sandi Mori.

Delegados Rodrigo Sandi Mori e Adriana Rosa
Delegados Rodrigo Sandi Mori e Adriana Rosa. Crédito: Daniel Reis

FORAGIDO DESDE 8 DE MARÇO

De acordo com a delegada Adriana Rosa, titular da DHPP de Santa Luzia, em Minas Gerais, o homem se encontrava preso em regime semiaberto e estava terminando de cumprir a pena, quando recebeu um novo mandado de prisão. "Ocorre que quando foi expedido um novo mandado de prisão preventiva, em virtude de uma investigação da Delegacia de Homicídios de Santa Luzia - com ele preso - ele acabou sendo impedido de sair da prisão. Na sequência, dois meses depois, ele fugiu da unidade prisional. Isso aconteceu no dia 8 de março deste ano e desde então ele estava foragido", contou a delegada.

Segundo a autoridade policial, o criminoso é extremamente inteligente. "Ele é esperto, tanto é que está nessa posição elevada na hierarquia, comandando uma parte importante do tráfico em Palmital, região mais violenta de Santa Luzia. Foi condenado por roubo também, praticava esse tipo de crime no início e depois migrou para o tráfico. Tinha condenação por roubo e tráfico, mas é investigado por homicídios, a grande maioria deles como mandante, determinando execuções, e a maioria de dentro do presídio", acrescentou Adriana Rosa.

Pouco antes do momento da prisão, o suspeito estava em Morada de Laranjeiras, na Serra. "Foi aí que ele trouxe os familiares de Minas para a praia de Bicanga, que é próximo. Ele estava residindo no Espírito Santo há três meses. Ele veio foragido mesmo, porque sabia que era muito procurado, não só na região metropolitana de Belo Horizonte, mas em razão da periculosidade dele, era procurado em todo o Estado e sabia que as forças policiais estavam atrás dele, e resolveu migrar para o Espírito Santo", contou a delegada.

HOMICÍDIO

Também de acordo com Adriana Rosa, o crime de homicídio em relação ao qual foi expedido o mandado de prisão preventiva que impediu que o criminoso se livrasse da prisão no tempo previsto inicialmente foi motivado por uma suposta dívida que a vítima teria com ele. "Ele acreditava que essa vítima teria passado informações para as forças policiais de um ambiente onde tinha fabricação de armas. Nessa apreensão que ocorreu no local em 2015, ele teve um prejuízo muito grande, entre R$ 150 mil e R$ 200 mil, e cobrava repetidamente a dívida da vítima, que não teria pago e acabou pagando com a vida. Apesar disso, a vítima negava que teria passado a informação", explicou a delegada.

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