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Ex-servidora investigada por medicina ilegal é considerada foragida, diz MPES

Ex-servidora investigada por medicina ilegal é considerada foragida, diz MPES

Investigada por suposta prática de crimes de exercício ilegal da medicina, denunciação caluniosa e comunicação falsa de crime, Dorinda Teixeira Varela Lamas descumpriu medidas cautelares e teve a prisão preventiva decretada na quinta-feira (19)

Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 12:18

A ex-servidora da Prefeitura de São Gabriel da Palha, no Noroeste do Espírito Santo, Dorinda Teixeira Varela Lamas, é considerada foragida da Justiça e sua última localização é a Espanha. Ela teve prisão preventiva decretada na quinta-feira (19), em uma ação em que é investigada por suposto exercício ilegal da medicina.

Autor do pedido de prisão contra a ex-servidora, o Ministério Público do Espírito Santo (MPES), por meio da Promotoria de Justiça de São Gabriel da Palha, trabalha com a possibilidade de a acusada percorrer outros destinos na Europa enquanto o mandado de prisão estiver em aberto, conforme apurou a reportagem de A Gazeta na manhã desta sexta-feira (20).

MPES
Sede do MInistério Público do Estado do ES - MPES Crédito: Carlos Alberto Silva

O pedido de prisão contra a ex-servidora, assinado pelo promotor Carlos Eduardo Rocha Barbosa, foi embasado em publicações feitas por ela nas redes sociais, nas quais aparecia com o passaporte nas mãos, indicando sua saída do país. A reportagem ainda apurou que a suspeita já encaminhou resposta à acusação, por meio de advogado constituído. O MPES, no entanto, ainda não teve acesso ao teor do documento.

A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) foi procurada para informações atualizadas acerca da ordem de prisão expedida contra a suspeita. A pasta informou que ainda não consta registro de entrada dela no sistema prisional capixaba.

Desde a noite de quinta-feira (19), a reportagem tenta localizar a defesa da ex-servidora. O espaço segue aberto para eventuais esclarecimentos.

Entenda o caso

Segundo a Polícia Civil, a mulher praticou exercício ilegal da medicina ao medicar crianças e adolescentes de um abrigo municipal de acolhimento de menores sem supervisão médica, valendo-se de seu cargo público de coordenação da instituição. A situação foi descoberta após denúncia ao Conselho Tutelar, que encaminhou o caso ao Ministério Público.

A ex-servidora já havia sido presa em fevereiro de 2025, suspeita de intimidar uma testemunha que prestava depoimento na delegacia de São Gabriel da Palha antes do horário agendado para ela. Ela foi solta no mesmo mês.

"Ela compareceu antecipadamente, fez uma transmissão ao vivo em frente à delegacia e, ao entrar na recepção, começou a filmar e fotografar a testemunha, numa tentativa clara de intimidação", disse o delegado de São Gabriel da Palha, Valdimar Chieppe, na época.

O novo pedido de prisão foi decretado no dia 28 de janeiro deste ano após Dorinda descumprir as medidas cautelares impostas anteriormente e reiterar condutas voltadas à intimidação de testemunhas e vítimas.

A Prefeitura de São Gabriel da Palha informou, em nota, que a servidora citada foi desligada assim que o município teve ciência dos fatos ocorridos, que não compactua com atos ilícitos e está à disposição da Justiça e das autoridades.

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