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Empresas de internet fazem reparos de fios sob escolta policial em Colatina

Empresas de internet fazem reparos de fios sob escolta policial em Colatina

Apoio da polícia foi necessário depois que criminosos foram presos cortando e tentando instalar um serviço clandestino no bairro Operário

Luana Luiza

Repórter / [email protected]

Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 18:32

 - Atualizado há 2 horas

reparos ocorreram sob escolta da PM
Policiais observam o trabalho dos técnicos na restauração dos fios cortados em Colatina Crédito: Heriklis Douglas

Após uma operação que resultou na detenção de quatro pessoas no bairro Operário em Colatina, Noroeste do Espírito Santo, na noite de quinta-feira (19), a tarde desta sexta-feira (20) foi de reparos nas redes de internet. Algumas empresas provedoras estão, aos poucos, reestabelecendo o serviço aos moradores. Isso porque o grupo criminoso ligado a uma facção do tráfico de drogas é suspeito de cortar cabos das operadoras para monopolizar o serviço paralelo na região.

Por receio de represálias, equipes técnicas realizaram os trabalhos sob escolta policial. Moradores relataram que estavam sem conexão havia cerca de duas semanas, o que também afetou ligações telefônicas.

Não estava conseguindo usar a internet para nada. Nem a ligação estava funcionando. A pessoa me ligava e não ouvia nada

x

Morador

Em entrevista à repórter Carolina Silveira, da TV Gazeta, o tenente-coronel da Polícia Militar Ricardo dos Passos Lyrio, disse que os criminosos tentavam inviabilizar a prestação de serviços das operadoras para colocar uma operação clandestina no bairro. Durante a ação, dois jovens de 18 anos, identificados como Alexandre Horta da Silva Araújo e Brayan Santos Birchner foram presos e encaminhados ao sistema prisional, e os outros dois adolescentes passaram por audiência de custódia e foram liberados.

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Empresas de internet fazem reparos de fios sob escolta policial em Colatina

Segundo a polícia, um deles realizou uma chamada de vídeo para o traficante Hugo Henrique dos Santos, que fez ameaças aos militares durante a ligação. O homem tem seis mandados de prisão em aberto, é um dos líderes da facção criminosa Tropa do Urso e, de acordo com os militares, está escondido em uma favela do Rio de Janeiro, de onde ordena as ações criminosas.

A situação assustou moradores, que afirmam que o bairro é tranquilo. Agora eles esperam a normalização completa dos serviços e também mais segurança na região, visto as ações a mando da criminalidade.

Em nota, a Conexis, entidade que representa empresas do setor de telecomunicações, disse que "o bloqueio de acesso das equipes das prestadoras em algumas regiões pode afetar a capacidade das empresas em realizar a manutenção e instalação dos equipamentos. Essas restrições vêm ganhando espaço e ocorrendo em diferentes localidades, impactando no fornecimento e na qualidade do serviço prestado, além de colocar sob ameaça a integridade das equipes das operadoras", diz parte do comunicado.

"O tema requer medidas efetivas e o setor defende uma ação coordenada de segurança pública envolvendo o Judiciário, o Legislativo e o Executivo, nos níveis federal, estadual e municipal, para garantir que as empresas, de forma livre e segura, possam continuar a oferecer suas soluções, e que a população tenha livre acesso aos serviços essenciais de telecomunicações", finalizou.

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