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Operação Masqué

Empresário suspeito de esquema criminoso milionário é preso pela PF em Vitória

Segundo a Polícia Federal, ele e outro empresário que está foragido integravam uma organização criminosa que lavava dinheiro por meio da aquisição de imóveis, embarcações e veículos em nome de terceiros

Publicado em 13 de Janeiro de 2022 às 15:30

Larissa Avilez

Publicado em 

13 jan 2022 às 15:30
Um empresário capixaba de 44 anos, que não teve o nome divulgado, foi preso preventivamente pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (3), em Vitória, no âmbito da terceira fase da Operação Masqué – que visa combater crimes contra o sistema financeiro nacional. 
Conforme apontado pelas investigações, ele e outro empresário que está foragido integravam uma organização criminosa que praticava evasão de divisas (operações financeiras não autorizadas) e lavava dinheiro por meio da aquisição de imóveis, embarcações e veículos em nome de terceiros.
De acordo com a Polícia Federal, a ação tinha como objetivo cumprir dois mandados de prisão preventiva. No entanto, o outro empresário, de 55 anos, não foi localizado em Vila Velha. "A partir de agora, ele passa a ser considerado foragido da Justiça e terá o nome inscrito na lista da Interpol."
Polícia Federal
Operação Masqué é resultado de investigações feitas pela Polícia Federal (sede acima) junto do Ministério Público Federal e da Receita Federal Crédito: Carlos Alberto Silva
Ainda segundo a PF, ambos responderão por três crimes:
  • Lavagem de dinheiro, que prevê de três a dez anos de reclusão e pagamento de multa;
  • Organização criminosa, que prevê de três a oito anos de reclusão e pagamento de multa;
  • Evasão de divisas, que prevê de dois a seis anos de reclusão e pagamento de multa.

OPERAÇÃO MASQUÉ

primeira fase da Operação Masqué se deu em agosto de 2019. Na época, a investigação apurou um esquema de evasão de divisas por meio de empresas que falsificavam documentos para enviar dinheiro de forma ilegal para o exterior. A Justiça Federal chegou a bloquear dezenas de imóveis, avaliados em cerca de R$ 40 milhões.
Já a segunda fase consistiu em investigar lavagens de dinheiro praticadas pelos envolvidos na etapa anterior. Em especial, o crime era cometido por meio da compra de imóveis, embarcações e veículos em nome de "laranjas". Além de empréstimos feitos fora do mercado formal de crédito.
De acordo com a Polícia Federal, o nome da Operação Masqué faz referência à ação dos investigados – que buscavam "mascarar" a real propriedade do patrimônio adquirido ilegalmente por meio das atividades feitas pela organização criminosa. "Masqué", do francês, pode ser traduzido como "mascarar".

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