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Vila Velha

Dois detentos são mortos no mesmo presídio em menos de uma semana no ES

A vítima nesta quinta-feira (25), de acordo com a Sejus, cumpria pena desde 2018 pelo crime de estupro de vulnerável na Penitenciária Estadual de Vila Velha V

Publicado em 25 de Junho de 2020 às 18:20

Redação de A Gazeta

Publicado em 

25 jun 2020 às 18:20
Complexo Penitenciário no bairro Xuri, em Vila Velha
Complexo Penitenciário no bairro Xuri, em Vila Velha Crédito: Reprodução/TV Gazeta
Após menos de uma semana do assassinato de Ademir Lúcio Ferreira de Araújo, no último dia 20, acusado de ter matado a menina Thayná Andressa Jesus do Prado, em 2017, nesta quinta-feira (25) outro preso também foi morto na Penitenciária Estadual de Vila Velha V. A vítima, que não teve identidade revelada até o momento, de acordo com a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus), cumpria pena desde 2018 pelo crime de estupro de vulnerável.
Questionada sobre o crime ocorrido nesta quinta-feira (25), a Sejus informou que trabalha de forma integrada com as forças de segurança, sempre que necessário, para auxiliar nas investigações e coibir qualquer ato ilícito por parte da massa carcerária. Em nota, afirmou que casos de agressão, como os registrados, recebem a devida apuração para responsabilização.
Já no caso de Ademir, um companheiro de cela dele, de 28 anos, foi encaminhado a uma unidade de delegacia da Polícia Civil e assumiu a autoria do crime. Ele foi autuado por homicídio qualificado. A Secretaria de Justiça do Estado do Espírito Santo (Sejus) informou que vai abrir uma sindicância para apurar o caso.
Ademir estava preso desde novembro de 2017 pela morte da menina Thayná , na época com 12 anos. Ele é acusado de sequestrar, abusar e matar a criança no bairro Universal, Viana. O caso gerou grande comoção pública. Ademir também cumpria pena pelo estupro de uma outra criança, de 11 anos, pelo qual ele foi condenado a 34 anos de prisão em 2018. Ele possuía processos por homicídio qualificado, roubo e estelionato e já havia sido agredido no presídio outras vezes.

O CASO THAYNÁ

Thayná foi sequestrada no dia 17 de outubro de 2017, quando saiu para procurar caixas de papelão no bairro onde morava, em Universal, Viana. Na ocasião, a mãe dela, Clemilda Aparecida de Jesus, de 39 anos, procurou a polícia e pistas sobre o desaparecimento da menina. Foram idas aos comércios do bairro, conversas com moradores, tudo para levantar informações que pudessem ser usadas para ajudar a encontrar Thayná.
Dias depois, a mãe conseguiu o vídeo que mostrava Thayná entrando em um Gol prata, o que levou a investigação da polícia para a linha de sequestro. Sete dias depois, o carro foi encontrado em uma oficina de Guarapari. O veículo, segundo a polícia, era utilizado por Ademir Lúcio Araújo Ferreira, que passou a ser apontado como principal suspeito do crime.
Uma megaoperação da polícia, realizada em Viana, encontrou a ossada de uma criança do sexo feminino, próximo a uma lagoa, semanas depois do sequestro de Thayná. O padrasto da menina reconheceu a roupa da enteada. O local, segundo a polícia, seria utilizado por Ademir para cometer outros crimes. Após quase um mês de investigações, Ademir foi preso no Rio Grande do Sul. No dia da prisão, a mãe da menina disse que estava aliviada, mas aguardava a condenação do suspeito. O caso, contudo, não havia sido julgado pela Justiça até o momento.

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