Publicado em 16 de janeiro de 2026 às 13:04
A delegada de Polícia Civil presa em São Paulo suspeita de envolvimento com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) nesta sexta-feira (16) já atuou como cabo da Polícia Militar do Espírito Santo e também foi estagiária na Defensoria Pública capixaba. >
O g1 SP apurou que a investigação policial aponta que Layla Lima Ayub é suspeita de ter exercido irregularmente a advocacia ao atuar em audiências de custódia na defesa de presos ligados a organizações criminosas, apesar de já ocupar o cargo de delegada. A prática é proibida tanto pelo Estatuto da Advocacia quanto por normas estaduais, que vedam a delegados de polícia o exercício da advocacia privada.>
O portal da Transparência do Poder Executivo do Espírito Santo mostra que Layla trabalhou como policial militar entre os anos de 2014 e 2022. A reportagem de A Gazeta demandou a PM para saber das circunstância do desligamento — se a pedido ou outra motivação, mas ainda não houve retorno. >
Ainda de acordo com o g1 SP, Layla também atuou em varas especializadas em tráfico de drogas, homicídios e crimes de trânsito enquanto era estagiária da Defensoria Pública no Espírito Santo. >
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De acordo com o currículo Lattes, Layla tem histórico profissional em diferentes instituições da área de Segurança Pública. Formada em Direito no Espírito Santo em 2016, Layla cursou pós-graduações em Direito Penal, Direito Constitucional, Docência no Ensino Superior, Gestão, Direito Processual Penal, Ciência Forense e Perícia Criminal. >
Em março do ano passado, ela também passou a integrar a Comissão da Criança e do Adolescente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Pará. A posse de Layla como delegada aconteceu recentemente, em 28 de dezembro de 2025, durante solenidade realizada no Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo de São Paulo. >
O namorado da delegada, Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como Dedel, também foi preso. Ele é apontado pelas autoridades da Região Norte do Brasil como integrante do PCC e um dos chefes do tráfico de armas e drogas em Roraima. A pedido do Ministério Público de São Paulo, a Justiça decretou tanto a prisão temporária de Layla quanto a do namorado. O casal é investigado pelos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro.>
Segundo o Ministério Público, nove dias após tomar posse como delegada na Capital de São Paulo, Layla atuou como advogada na defesa de um dos quatro integrantes do PCC presos em flagrante pela Polícia Militar em Rondon do Pará, a 523 quilômetros de Belém. A conduta é proibida tanto pelo Estatuto da Advocacia quanto por normas estaduais, que vedam a delegados de polícia o exercício da advocacia privada.>
Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) suspeitam que Layla utilizava o cargo para favorecer interesses da facção criminosa. Como delegada, ela teria acesso a inquéritos e a bancos de dados com informações restritas. As investigações também apontam que Layla e o namorado teriam adquirido uma padaria em Itaquera, na Zona Leste de São Paulo, com dinheiro de origem ilícita, utilizando o nome de um “laranja” para ocultar a real propriedade do negócio.>
A reportagem tenta localizar a defesa do casal preso. O espaço segue aberto para manifestação. >
(Com informações do g1 SP)>
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