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Bloco clandestino

Confusão em bloco no ES: mãe diz que filho teve arma apontada na cabeça

Um cabeleireiro, de 23 anos, conta que foi rendido no bloco, na Praia do Canto, após sair do trabalho. Ele afirma que teve uma arma aprontada para cabeça e foi ameaçado de morte. Agora, está traumatizado.

Publicado em 03 de Fevereiro de 2020 às 19:11

Redação de A Gazeta

Publicado em 

03 fev 2020 às 19:11
Ruas da Praia do Canto,e Vitória, ficaram cheias de lixo após bloco clandestino Crédito: Internauta
Após o bloco clandestino de pré-carnaval que aconteceu na tarde deste sábado (01), na Praia do Canto, em Vitória, vítimas de espancamentos e roubos começaram a procurar a Polícia Civil para registrar ocorrências. Entre elas está um cabeleireiro de 23 anos. Ele conta que foi rendido no local após sair do trabalho. Afirma que teve uma arma apontada para cabeça e foi ameaçado de morte.
De acordo com a mãe do cabeleireiro, uma enfermeira, de 49 anos, que preferiu não se identificar, o filho saiu do trabalho, na Praia do Canto, em Vitória, por volta das 20 horas. Foi quando ele ligou para a mãe avisando que decidiu ficar um pouco no bloco com os amigos.
"Ele nem sabia do bloco, só descobriu quando saiu do trabalho pelo bairro. Por volta de meia-noite ele ligou de um outro número dizendo que havia sido assaltado. Ele me contou que um homem o abordou e exigiu a bolsa. Ele entregou, mas como o celular não estava na bolsa, o criminoso exigiu o aparelho. Meu filho até disse que não tinha celular. Foi quando o bandido sacou a arma, apontou para o rosto dele e disse: 'Você tem celular e se não me entregar eu te mato com um tiro'", lembra.
Com medo, o cabeleireiro entregou o aparelho. Além dele, outros três jovens foram assaltados. Eles pediram ajuda em um posto de gasolina, onde o jovem ligou para a mãe. Ela pediu um Uber para o filho e ele foi registrar ocorrência na 1ª Delegacia Regional de Vitória.
"Um dos amigos do meu filho é DJ e teve vários objetos de trabalho roubados. Ele 'tá' desesperado, porque é o ganha-pão dele, disse que foi como se tivessem levado a vida dele. A gente está se sentindo preso em nosso próprio ambiente. Não se pode nem ir na rua. Tem que ficar sempre atento. Sensação de total insegurança. Meu filho nem sabia que era clandestino. Perdeu o celular novinho, poderia ter perdido a vida. Ele está revoltado, chateado e tão traumatizado que nem consegue dormir direito. Está com medo de ir trabalhar e encontrar o assaltante "
Mãe da vítima - Enfermeira, 49 anos

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