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Cocaína encontrada com mergulhador do ES morto na Austrália vale R$ 71 milhões

Próximo do corpo do mergulhador capixaba, que morreu afogado, foram encontrados 54 quilos de cocaína, o equivalente ao valor de R$ 71 milhões

Tempo de leitura: 3min
Vitória
Publicado em 13/05/2022 às 08h41
Moradores acionaram a polícia após encontrarem corpo de mergulhador no mar
Moradores acionaram a polícia após encontrarem corpo de mergulhador no mar. Crédito: Divulgação | Polícia de NSW

Os 54 quilos de cocaína encontrados perto do corpo do mergulhador capixaba a serviço do tráfico internacional são avaliados em cerca de R$ 71 milhões. O criminoso morreu afogado na Austrália durante uma operação que durou 30 dias e foi realizada através de uma cooperação entre autoridades do Espírito Santo, Catar e Indonésia. O nome do mergulhador morto não foi informado. 

Segundo a Polícia Federal, o capixaba era mergulhador profissional e teria sido contratado por traficantes internacionais para colocar uma carga de cocaína no casco de um navio para o exterior. Como A Gazeta tem noticiado, essa prática é muito utilizada por criminosos no tráfico internacional de drogas.

Durante a empreitada das forças policiais, um australiano foi preso e outros dois envolvidos no esquema estão sendo procurados. Até o momento, a cooperação internacional já apreendeu 179 quilos de cocaína na Indonésia e outros 104 na Austrália.

Tráfico
Após sair do ES, o mergulhador (de mochila cinza), embarcou para o Catar, onde fez uma escala até chegar em Bali (à direita). Crédito: Divulgação/Polícia Federal

BUSCA CINEMATOGRÁFICA PELOS SUSPEITOS

Quando os investigadores conseguiram localizar o mergulhador capixaba, ele já havia se dirigido ao Catar. A Polícia Federal foi alertada e, durante as investigações, foi constatado que um segundo brasileiro, também mergulhador, se juntou ao primeiro. Ambos compraram bilhetes para Bali, na Indonésia.

Os policiais montaram uma estrutura de vigilância em Bali, o que permitiu localizar o hotel onde a dupla estava hospedada. Após uma semana de acompanhamento, os procurados embarcaram em um veleiro de propriedade de um cidadão francês, na companhia de dois tripulantes australianos, em direção à Austrália.

Nas buscas em alto-mar, oficiais indonésios perceberam que um grande cargueiro havia desligado o equipamento que permite saber a localização dos navios. A manobra, considerada incomum, chamou a atenção dos investigadores, que se deslocaram para o local onde a embarcação foi localizada pela última vez. Dentro dele foram encontrados 179 quilos de cocaína submersa e amarrada em uma boia marítima. Já o veleiro e os tripulantes não foram encontrados.

A partir disso, a Polícia Federal solicitou aos indonésios o compartilhamento de todos os dados e fatos registrados com as autoridades australianas. Dias depois, o veleiro então foi localizado pelos policiais federais da Austrália na cidade australiana de Darwin. Na embarcação, que havia deixado a Indonésia, apenas um dos tripulantes australianos foi encontrado, o capitão James Blee. No entanto, o filho dele e os dois brasileiros não estavam.

Tráfico
Quase 300 quilos de cocaína foram apreendidos na força tarefa internacional de combate ao tráfico de drogas. Crédito: Divulgação/Polícia Federal

PROCURA CONTINUOU

Os dois países então continuaram as buscas pelo filho de Blee e pelos brasileiros quando, no dia de 10 de maio, moradores da região de Newcastle, na Austrália, visualizaram o corpo de um homem nas imediações do porto local. Ele estava inconsciente e trajava roupas e equipamentos modernos de mergulho. Posteriormente, foi descoberto que se tratava do mergulhador capixaba.

Próximo dele foram encontrados pacotes impermeabilizados que somaram 54 quilos de cocaína, o equivalente a R$ 71 milhões. A partir do local da ocorrência e de outros dados coletados, a polícia australiana conseguiu encontrar outros 50 quilos da droga no interior da estrutura de um navio ali aportado.

Também foi possível ligar os tripulantes do veleiro abordado dias antes, bem como o outro brasileiro, à droga apreendida. O capitão do veleiro, James Blee, foi preso e as buscas pelos outros dois homens continuam. Segundo a Polícia Federal, os nomes deles serão colocados na lista de foragidos internacionais da Interpol. No Brasil, as investigações continuam para determinar o possível envolvimento de outras pessoas nos crimes cometidos.

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