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Ciclista que estava desaparecido em Cachoeiro é achado morto em Castelo

Corpo de Doramir Monteiro Silva, de 56 anos, foi encontrado nesta segunda (4). O filho foi preso e confessou ter matado o pai. O filho e a nora da vítima foram presos pelo assassinato

Tempo de leitura: 3min
Publicado em 04/07/2022 às 19h37

Após denúncias de mau cheiro, foi encontrado na manhã desta segunda-feira (4) um corpo na localidade de Estrela do Norte, em Castelo, Região Sul do Espírito Santo. Segundo informações da polícia, a vítima seria Doramir Monteiro Silva, de 56 anos, ciclista que estava desaparecido desde o dia 28 de junho, em Cachoeiro de Itapemirim, onde morava. 

Filho confessa ter matado pai que estava desaparecido em Cachoeiro
Doramir Monteiro Silva estava desaparecido. Crédito: Redes sociais

FILHO CONFESSOU O CRIME

No mesmo dia em que o corpo de Doramir foi encontrado, o filho dele foi preso. Segundo apuração do repórter Thomaz Albano, da TV Gazeta Sul, João Victor Brito Silva saiu algemado da delegacia em Cachoeiro e foi encaminhado ao Instituto Médico Legal. De lá, o jovem de 24 anos foi levado ao Centro de Detenção Provisória.

Segundo a Polícia Civil, ele confessou ter matado a facadas Duramir Monteiro Silva, de 56 anos, que estava desaparecido desde a última terça-feira (28), e alegou que cometeu o crime em Cachoeiro após o pai tentar agarrar a namorada dele no dia do crime.

Segundo a investigação, em seguida, o corpo da vítima foi levado para uma propriedade rural, em Estrela do Norte, em Castelo, e queimado em um buraco. Na segunda, os restos mortais de Duramir foram encaminhados ao Serviço Médico Legal de Cachoeiro de Itapemirim.

Em coletiva na manhã desta terça-feira (5), o delegado Felipe Vivas, titular da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cachoeiro de Itapemirim, contou a versão do filho da vítima e detalhes da ocultação do corpo. A namorada de João Vitor Brito Silva é quem teria dado o primeiro golpe de faca após ter sido agarrada por trás, por Duramir.

“Ele afirmara, em depoimento, que Duramir teria tentando agarrar a companheira. Vamos apurar se esta foi a motivação, ou se há outra, de cunho patrimonial. Antes, ele narra que saiu de casa no dia 28 para a Santa Casa, pois a namorada está grávida, e depois passou em uma farmácia e um bar, mas nesta segunda (4) deu outra versão”, disse Vivas.

PRISÃO DA NORA DO CICLISTA

A nora da vítima também foi presa por envolvimento no assassinato, ocorrido em Cachoeiro de Itapemirim, região Sul do Espírito Santo. A companheira de João Vitor foi presa em um hotel no bairro BNH, no município, na tarde desta terça-feira. Contra ela havia um mandado de prisão temporária. O nome dela não foi divulgado.

CARTÃO DA VÍTIMA USADO PARA COMPRAR COMBUSTÍVEL E QUEIMAR CORPO

A câmera de um posto em Cachoeiro de Itapemirim, na região Sul do Espírito Santo, flagrou o momento em que João Vitor Brito da Silva, 24 anos — filho que confessou ter matado o pai — comprava três litros de combustível que seriam utilizados posteriormente, segundo a polícia, para queimar o corpo de Duramir Monteiro Silva, de 56 anos.

As imagens registradas na madrugada do dia 29 de junho foram divulgadas pela Polícia Civil na tarde desta terça-feira. Segundo o delegado responsável pela investigação, Felipe Vivas, o corpo de Duramir estava no porta-malas do carro, e foi levado para a cidade de Castelo, região Serrana, onde foi queimado e enterrado. Ainda segundo o titular da DHPP de Cachoeiro, João Vitor utilizou o cartão de crédito do pai para comprar os três litros de combustível.

QUEIMADO E ENTERRADO POR FILHO EM BURACO

Imagens divulgadas nesta terça-feira pela Polícia Civil mostram a cova em que o corpo de Duramir Monteiro Silva, de 56 anos, foi ocultado pelo filho e pela nora. No local, que fica no distrito de Estrela do Norte, no município de Castelo, na Região Sul do Espírito Santo, o cadáver foi queimado e enterrado.

Cova em que Duramir foi enterrado e queimado fica em um terreno da nora da vítima, em Castelo
Cova em que Duramir foi enterrado e queimado fica em um terreno da nora da vítima, em Castelo. Crédito: Divulgação | Polícia Civil

PEDIDO POR JUSTIÇA

No último domingo (3), vários amigos de Doramir realizaram uma passeata por algumas ruas de Cachoeiro. “O objetivo era pedir que a justiça fosse feita e que a polícia resolvesse isso o mais rápido possível, já que ele estava desaparecido havia cinco dias”, explicou o ciclista e amigo de Dorimar, Edgar Baião.

Atualização

5 de Julho de 2022 às 19:21

Após a publicação desta matéria, a Polícia Civil passou detalhes sobre as investigações em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (5). O texto foi atualizado.

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