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Chacina no ES: “Quebra a perna do olheiro!”, ordenou suspeito ao ser preso

De acordo com a PM, após a perseguição e prisão de Felipe Domingos Lopes, o "Boizão", neste domingo (25), ele teria dado uma ordem a familiares durante o momento da prisão – o que mostraria a periculosidade do suspeito

Publicado em 26/10/2020 às 12h58
Com Felipe Domingos Lopes, o
Com Felipe Domingos Lopes, o "Boizão" (em destaque), a polícia apreendeu uma pistola. Crédito: Montagem A Gazeta/Divulgação/PMES

“Quebra a perna do olheiro!”. Segundo a Polícia Militar, essa frase foi dita por Felipe Domingos Lopes, o "Boizão", aos seus familiares no momento em que era preso neste domingo (25), no bairro Porto Novo, em Cariacica. Ele é o terceiro suspeito preso suspeito de participação na chacina da Ilha Doutor Américo de Oliveira, na região de Santo Antônio, em Vitória, onde quatro pessoas foram mortas.

De acordo com o capitão Santana, da Força Tática do 7º Batalhão, após a perseguição e prisão do suspeito neste domingo (25), ele teria dado uma ordem a familiares durante o momento da prisão. Para o policial, isso mostra a periculosidade do suspeito e a importância da prisão dele.

"Só para exemplificar a periculosidade desse indivíduo, durante a prisão dele, os militares até lançaram no relatório de ocorrência a ordem que ele deu para os familiares: 'Quebra a perna do olheiro!" (uma alusão ao responsável por vigiar a chegada da PM). A gente não sabe qual determinação é essa, até onde vai. Mas serve para demonstrar a um pouco da violência desse indivíduo, da periculosidade dele perante a sociedade. Mostra para nós o caráter e a índole desse indivíduo", disse.

Ainda segundo o capitão da PM, o suspeito detido é conhecido pelo envolvimento no tráfico de drogas da região de Porto Novo. "Tem informações e as suspeitas dele ser uma figura proeminente no tráfico da região do Porto Novo. E só pelo fato dele ser suspeito de ter participado desse quádruplo homicídio em Vitória, demonstra a periculosidade desse indivíduo", afirmou.

Perícia da Polícia Civil volta à Ilha do Américo, em Santo Antônio, em Vitória, local onde ocorreu a chacina que resultou na morte de quatro homens
Polícia Civil foi à Ilha Doutor Américo de Oliveira para perícia. Crédito: Fernando Madeira

A PRISÃO

A prisão de Felipe Domingos Lopes, o “Boizão”, aconteceu no bairro Porto Novo, em Cariacica, neste domingo (25). Segundo informações da Polícia Militar, o suspeito tentou fugir e chegou a atirar contra policiais. Depois de ser encurralado, ele se entregou.

Durante a perseguição, o suspeito pulou de um terraço e machucou o tornozelo, sendo levado por policiais para o PA de Alto Lage, depois transferido para o Hospital Antônio Bezerra de Farias, em Vila Velha, onde recebeu atendimento. Depois, foi encaminhado para a delegacia.

OUTRAS PRISÕES

No dia 2 de outubro, com mandados de prisão solicitados pela DHPP Vitória, uma equipe da Força Tática do 7º Batalhão localizou em Porto de Cariacica, Cariacica, um dos acusados, identificado como Adriano Emanoel de Oliveira Tavares, vulgo "Da Bala" ou "Balinha" , de 22 anos. No dia seguinte, a mãe de outro acusado, de 18 anos, entrou em contato com o delegado do caso, Marcelo Cavalcanti, e entregou o filho. Outros dois suspeitos seguem foragidos.

Perícia da Polícia Civil volta à Ilha do Américo, em Santo Antônio, em Vitória, local onde ocorreu a chacina que resultou na morte de quatro homens
Ilha Doutor Américo de Oliveira, na região de Santo Antônio, onde aconteceu a chacina. Crédito: Fernando Madeira

COMO FOI O CRIME

A ilha fica na Baía de Vitória, próximo ao bairro Santo Antônio. Na outra margem, fica o bairro Porto de Santana, já em Cariacica. A ilha é um ponto usado por moradores das duas margens para diversão e passatempo. No local estavam seis amigos que moravam em Santo Antônio e foram surpreendidos por bandidos, que chegaram de barco na região.

Eles renderam os jovens e atiraram contra o grupo, sendo que quatro deles morreram, um conseguiu fugir e outro se fingiu de morto para escapar, já baleado. Os mortos foram identificados como sendo o marítimo Wesley Rodrigues de Souza, 29 anos, Yuri Carlos de Souza, 23, Vitor da Silva Alves, 19, – corpos que permaneceram na ilha – e Pablo Ricardo Lima, 21, que chegou a ser levado a um pronto-atendimento por um tio, mas já deu entrada sem vida. O jovem que se fingiu de morto foi alvo de dois disparos nas costas e está internado. O outro foi baleado no pé.

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