> >
Carro utilizado em homicídio na Glória ajudou polícia a identificar envolvidos

Carro utilizado em homicídio na Glória ajudou polícia a identificar envolvidos

Marcelo da Silva Fernandes, de 37 anos, que cumpria pena no regime semiaberto, foi morto a tiros por integrantes da facção Terceiro Comando Puro (TCP) ao sair para trabalhar em Vila Velha

Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 18:20

Izaque Ferreira Gonçalves, de 27 anos; Maurício Ferreira Pereira Junior, de 30 anos; Luiz Carlos Reis Santos, de 42 anos; Gilcleydson de Oliveira Pereira, de 35 anos.
Izaque Ferreira Gonçalves, de 27 anos, foi preso em setembro de 2025; Maurício Ferreira Pereira Junior, de 30 anos; Luiz Carlos Reis Santos, de 42 anos; Gilcleydson de Oliveira Pereira, de 35 anos, estão foragidos Crédito: Divulgação | Polícia Civil

O carro utilizado no ataque que matou um detento da Casa de Custódia de Vila Velha (CASCUVV), no bairro Glória, em agosto de 2025, foi uma das peças centrais para a identificação dos envolvidos pelas Polícias Civil e Rodoviária Federal.

Marcelo da Silva Fernandes, de 37 anos, que cumpria pena no regime semiaberto, foi morto a tiros por integrantes da facção Terceiro Comando Puro (TCP) ao deixar o presídio para trabalhar. Ele era um ex-faccionado do TCP, no Morro do Jaburu, em Vitória, que havia migrado para a facção rival, Primeiro Comando de Vitória (PCV), no bairro Jesus de Nazareth, após um período de "exílio" em Goiás.

Após tentar tomar o Morro do Jaburu com outros membros do PCV, em 2024, Marcelo acabou preso por porte de arma de fogo. Em maio do ano passado, progrediu para o semiaberto e passou a ser monitorado por membros do TCP, que queriam vingança.

A morte foi planejada e até faccionados do TCP em outros municípios foram recrutados para dar apoio, conforme esclareceu o adjunto da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), delegado Adriano Fernandes.

Maurício Ferreira Pereira Junior, de 30 anos, integrante do tráfico do bairro São João, em Vila Velha, cedeu o armamento e o carro utilizado no ataque, um Fiat Pulse branco, que foi abandonado após a execução.

O veículo utilizado na fuga foi um Chevrolet Onix prata, pertencente a Izaque Ferreira Gonçalves, de 27 anos, um dos líderes do TCP em Ibiraçu, no Norte do Espírito Santo, que saiu do interior para dar suporte ao crime.

“A partir da ocorrência do fato criminoso, a Polícia Civil nos acionou para auxílio na identificação dos veículos envolvidos. Nossos analistas identificaram a placa desses dois veículos e nossa equipe tática, especialista na identificação de veículos adulterados, constatou que um deles (Pulse branco) se tratava de um clone”, explicou o PRF Batista, chefe do Núcleo de Policiamento e Fiscalização da Delegacia da Polícia Rodoviária Federal na Serra.

Ele detalhou ainda que o veículo original havia sido furtado um ano antes do fato, no Rio de Janeiro, e que, a partir das informações obtidas sobre o Ônix prata e a análise dos dados de deslocamento, foi possível identificar o dono do carro, Izaque.

Ele acabou preso em Ibiraçu, no mês de setembro, por tráfico de drogas e, paralelamente, foi responsabilizado pelo envolvimento na morte de Marcelo.

Outros três suspeitos, identificados como Maurício Ferreira Pereira Junior, de 30 anos, Luiz Carlos Reis Santos, de 42 anos e Gilcleydson de Oliveira Pereira, de 35 anos – identificados a partir de imagens de câmeras de segurança – estão foragidos, e uma pessoa, que participou diretamente da execução, ainda não foi identificada.

Este vídeo pode te interessar

  • Viu algum erro?
  • Fale com a redação

Tópicos Relacionados

homicídio tráfico de drogas

A Gazeta integra o

The Trust Project
Saiba mais