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Avó de jovem morta em Vitória diz que sentiu que a neta tinha sido assassinada

A cozinheira Arilda Teixeira era contra o relacionamento da neta Emanuelly. Minutos antes de saber do crime, ela sentiu que a menina tinha sido morta

Vitória
Publicado em 04/12/2021 às 13h18
Emanuelly e a avó Arilda. A jovem foi assassinada em Vitória. O ex-namorado é o principal suspeito
Emanuelly e a avó Arilda. A jovem foi assassinada em Vitória. O ex-namorado é o principal suspeito. Crédito: Reprodução/Facebook

Minutos antes de saber que Manu - como Emanuelly Cristina Aguiar, de 18 anos, era chamada carinhosamente pela avó - tinha sido assassinada, a cozinheira Arilda Aparecida Araújo Ferreira, 54 anos, disse que sentiu que a neta estava morta. 

"Minha filha me ligou dizendo que estava vindo para Vitória conversar comigo. Desci o morro para encontrá-la, ainda sem saber. No caminho, encontrei uma vizinha que perguntou porque eu estava abatida. Na hora eu falei: 'Algo aconteceu. Vai ver aquele rapaz [ex-namorado de Emanuelly] matou minha neta'. Ninguém tinha me contado, mas senti", afirmou.

Arilda conta que era contra o relacionamento da neta,  assassinada na tarde de sexta-feira (3). Segundo a polícia, o ex-namorado da jovem é o principal suspeito do crime. Ele chegou a conversar com policiais e dizer que o tiro tinha sido acidental, mas fugiu e está desaparecido. 

Confira a entrevista com a avó da jovem:

Há quanto tempo a sua neta estava nesse relacionamento?

Eles namoravam havia mais de um ano. Eu nem sabia que eles tinham terminado, fiquei sabendo só hoje [sábado]. Disseram que ele estava andando armado e a ameaçando porque não aceitava o fim do relacionamento. Se eu soubesse disso, teria chamado a polícia já. 

O relacionamento dos dois sempre foi abusivo?

Sim. Eles brigavam muito, ele batia nela. Ele achava que ela era propriedade dele. Quando ele batia nela, ela me ligava chorando e eu falava 'sai disso, ele vai acabar te matando', mas ela não acreditava. Ela era muito apaixonada por ele, achava que ele não tinha coragem de fazer alguma coisa, que ele ia mudar. 

A senhora imaginou que algo assim pudesse acontecer?

As pessoas não acreditavam, mas eu sim. E senti que algo ruim tinha acontecido com ela ontem, antes de saber que ela estava morta. Minha filha me ligou dizendo que estava vindo para Vitória conversar comigo. Desci o morro para encontrá-la, ainda sem saber. No caminho, encontrei uma vizinha que perguntou porque eu estava abatida. Na hora eu falei: 'Algo aconteceu. Vai ver aquele rapaz matou minha neta'. Ninguém tinha me contado, mas eu senti.

A Emanuelly era uma menina jovem, imagino que cheia de planos...

Minha neta era muito dócil, estava animada para o Natal, planejando a roupa que ia usar no ano-novo. Nós somos de uma família de mulher trabalhadeira, ela estava feliz em voltar a estudar no ano que vem. Tinha uma vida inteira para viver, que foi interrompida.

O que vocês esperam que aconteça diante de um crime como esse?

Muita gente está revoltada com o que aconteceu. A gente não espera nada menos do que ele ser preso pela polícia. 

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