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Vitória

Assassinato de mulher em Jardim Camburi foi na frente do filho de 9 anos

'Ele dizia 'tia, meu pai machucou muito a minha mãe'', contou a  uma vizinha que acolheu a criança, que estava no apartamento quando a mãe foi morta pelo pai

Publicado em 12 de Novembro de 2020 às 20:23

Redação de A Gazeta

Publicado em 

12 nov 2020 às 20:23
Edifício Estoril, em Jardim Camburi, onde o crime foi cometido
Edifício Estoril, em Jardim Camburi, onde o crime foi cometido Crédito: Glacieri Carraretto
A brutalidade do assassinato da dona de casa Renata Augusta Amaral Firme, de 48 anos, foi assistida pelo filho do casal, um menino de apenas 9 anos, por volta das 13 horas desta quinta-feira (12), no Condomínio Atlântica Ville, em Jardim Camburi, Vitória. O autor do crime, segundo a polícia, foi o pai do menino e marido de Renata, o representante comercial  José Guilherme Firme, 56 anos, que se matou logo em seguida.
Assassinato de mulher em Jardim Camburi foi na frente do filho de 9 anos
"O menino dizia 'tia, meu pai machucou muito a minha mãe'. Estava em choque. Acolhemos ele e só depois descobrimos que Renata estava morta dentro do apartamento", descreveu Elaine Cristina, moradora do mesmo andar do casal, ao encontrar a criança no corredor do 6º andar. 
Renata Augusta Amaral Firme e José Guilherme Firme: tragédia
Renata Augusta Amaral Firme e José Guilherme Firme: tragédia Crédito: Acervo pessoal
O menino teria gritado por socorro na janela da frente, porém, sem tempo suficiente para que os vizinhos pudessem intervir, segundo moradores. 
"As câmeras do condomínio mostram o filho do casal saindo de casa perceptivelmente em choque", contou a cabeleireira Georgiane Góes, moradora do prédio e amiga de Renata. 
"O menino dizia 'tia, meu pai machucou muito a minha mãe'. Estava em choque. Acolhemos ele e só depois descobrimos que Renata estava morta dentro do apartamento"
Elaine Cristina - Vizinha do casal
As moradoras contaram que a criança foi levada, inicialmente, para a casa da avó materna, que reside nas proximidades do condomínio.                   
José Guilherme estava em fase terminal de câncer no estômago e a doença já havia se espalhado pelo corpo. "Enfrentava ainda uma depressão. Mas nunca imaginei que fosse matar a Renata", contou Elaine Cristina. 
Tanto o apartamento, onde foi encontrado corpo de Renata, quanto o local onde estava José Guilherme foram isolados por policiais militares. Investigadores do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) estiveram no condomínio e também a perícia da Polícia Civil para que fossem feitos levantamentos sobre o caso. Ao final do dia, os corpos foram recolhidos e levados para o Departamento Médico Legal (DML), em Vitória. 
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