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Após morte de colega, motoristas de aplicativo fazem protesto em Vitória

Os motoristas seguem direção ao vão central da Terceira Ponte e começam a parar os seus veículos no local

Publicado em 18/02/2020 às 15h03
Atualizado em 18/02/2020 às 18h52
Motoristas de aplicativo fazem protesto em Vitória. Crédito: Iara Diniz
Motoristas de aplicativo fazem protesto em Vitória. Crédito: Iara Diniz

Motoristas de aplicativo fazem um protesto, na tarde desta terça-feira (18),  em Vitória. O grupo deixou a Praça do Papa por volta das 14h30 e seguiu em carreata até a Assembleia Legislativa, na Enseada do Suá.  Os motoristas ocupam duas faixas da Avenida Américo Buaiz no sentido Centro de Vitória. Apenas uma faixa está liberada para o trânsito, que segue complicado na região.

Motoristas de aplicativo protestam em frente a Assembleia Legislativa. Crédito: Iara Diniz
Motoristas de aplicativo protestam em frente a Assembleia Legislativa. Crédito: Iara Diniz

GRITOS NA ASSEMBLEIA

Conforme planejado, o grupo entrou na Assembleia e promete  pressionar os deputados a votarem projetos de lei que garantam a segurança do motorista de aplicativo. Durante a sessão, os motoristas gritam por Cássio Caliman -  colega assassinado durante uma corrida em Vila Velha. Gritos de "queremos proteção" também são ecoados.

Motoristas de aplicativo protestam na Assembleia Legislativa. Crédito: Iara Diniz
Motoristas de aplicativo protestam na Assembleia Legislativa. Crédito: Iara Diniz

Após a sessão na Assembleia Legislativa os motoristas saíram do Plenário e seguiram em direção à Terceira Ponte. Segundo o presidente da Associação dos Motoristas de Aplicativos do Espírito Santo (Amapes), Luiz Fernando Muller, cerca de 400 carros participam do protesto. "Realizaremos o trajeto em direção a Vila Velha e depois retornaremos para Vitória, ocupando apenas uma das faixas da via", completou o presidente.  Os organizadores garantem que o movimento será pacífico. 

Durante a carreata, alguns motoristas de aplicativo não respeitaram a orientação da Amapes e pararam no vão central da Terceira Ponte.  A associação havia pedido à categoria que não interrompesse o trânsito, uma vez que a ideia era a realização de uma manifestação pacífica.

Motoristas realizam protesto em cima da Terceira Ponte . Crédito: Internauta
Motoristas realizam protesto em cima da Terceira Ponte . Crédito: Internauta

Por volta das 17 horas, a paralisação dos motoristas sobre o vão central da Terceira Ponte já começava a gerar um intenso congestionamento no sentido Vitória x Vila Velha.  Minutos depois eles seguiram caminho.

Cerca de sete minutos depois, às 18h07, alguns motoristas já haviam chegado na Praça do Pedágio e se recusavam a pagar a tarifa.  Policiais Militares que acompanhavam a situação desde o início tiveram que intervir. 

Protesto de motoristas de aplicativo gera trânsito intenso na Terceira Ponte . Crédito: Vitor Jubini
Protesto de motoristas de aplicativo gera trânsito intenso na Terceira Ponte . Crédito: Vitor Jubini

Às 18 horas, de acordo com Iago Gomes, um dos organizadores do movimento, os motoristas que atravessaram a ponte para Vila Velha começaram a retornar para Vitória. O objetivo, segundo o movimento, é o retorno para a Praça do Papa.

Cerca de sete minutos depois, às 18h07, alguns motoristas já haviam chegado na Praça do Pedágio e se recusavam a pagar a tarifa. Policiais Militares tiveram que intervir.

Por volta das 18h20, o trânsito seguia com fluxo intenso no sentido Vitória x Vila Velha, impactando as principais avenidas da Grande Vitória, que apresentam maior congestionamento nesse período do dia. 

Motoristas de Uber realizam protesto na Terceira Ponte . Crédito: Vitor Jubini
Motoristas de Uber realizam protesto na Terceira Ponte . Crédito: Vitor Jubini

DUAS MORTES EM MENOS DE 24 HORAS

No final da tarde dessa segunda-feira (17), o motorista de aplicativo Cássio Caliman, de 65 anos, foi assassinado a facadas enquanto trabalhava na Barra do Jucu, em Vila Velha. Foi o segundo caso grave de violência contra profissionais da categoria em menos de 24 horas na Grande Vitória - um outro motorista foi esfaqueado também por falsos clientes em Cariacica.

Um dos motoristas presentes no protesto, Adriano Dionísio contou que também já foi vítima de assaltantes. Em 2017 ele apanhou de três supostos passageiros quando aceitou uma corrida em Jacaraípe, na Serra.

"Estamos pedindo socorro, que alguém tome providências porque não podemos mais trabalhar nessa insegurança. Eu sou pai de família, não tenho como parar de trabalhar. A gente é assaltado e não recebe nem uma ligação da empresa", reclamou.

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