Quase seis meses depois, o caso do inspetor penitenciário quee atirou, de dentro do carro, em uma casa no bairro Jucutuquara, em Vitória, ainda não teve a investigação concluída. O episódio aconteceu por volta das 5 horas do dia 27 de fevereiro e a "apuração dos fatos tem sido preservada" pela Polícia Civil.
Em março, um mês depois do ocorrido, o homem chegou a ser afastado do trabalho por questões de saúde. No entanto, em maio, o inspetor voltou a trabalhar.
Procurada pela reportagem de A Gazeta, a Polícia Civil disse apenas, por meio de nota, que o fato esta sendo investigado pela Delegacia Especializada em Homicídio e Proteção à Pessoa de Vitória.
"Para que a apuração seja preservada, nenhuma outra informação será repassada. Todas as medidas legais foram adotadas e estão tramitando dentro prazo legal", diz a nota.
Já a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) informou, também por nota, que "o processo segue em análise e tramitação pela Corregedoria da pasta". Ao final da apuração, se confirmada a transgressão, o servidor será penalizado.
RELEMBRE O CASO
O homem passou atirando em uma rua de Jucutuquara, no dia 27 de fevereiro deste ano, por volta das 5h. Os próprios moradores relataram que o autor seria agente penitenciário, informação confirmada mais tarde pela Sejus.
Uma das casas na rua ficou com dez marcas de tiros na parede e no teto. Os moradores acordaram apavorados com o barulho dos disparos. Ninguém se feriu. Depois, o suspeito voltou à casa do morador que teve a casa atingida pelos tiros, o ameaçando na tentativa de evitar que ele procurasse a Polícia Civil.
O morador, que não quis se identificar, acionou o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Vitória. Na época, a Polícia Civil informou que a vítima registrou o fato, e que iria analisar as imagens de câmeras de segurança fornecidas pela vítima para verificar se de fato se tratava de uma tentativa de homicídio.