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Em Sooretama

Servidor do Detran preso por esquema ilegal é solto após pagar fiança

Homem de 32 anos é acusado de obter vantagem indevida de pessoas que pagavam pelo emplacamento de veículos em Sooretama, no Norte do Estado

Publicado em 22 de Outubro de 2020 às 16:55

Redação de A Gazeta

Publicado em 

22 out 2020 às 16:55
Material apreendido com funcionário do Detran que vendia placas ilegalmente em Sooretama
Material apreendido com funcionário do Detran que vendia placas ilegalmente em Sooretama Crédito: Polícia Civil
O funcionário público do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) do Espírito Santo, preso pela Polícia Civil nesta quarta-feira (22), já está em liberdade. O homem de 32 anos, que trabalhava no Detran de Sooretama, no Norte do Estado, é acusado de obter vantagem financeira indevida de pessoas que pagavam pelo emplacamento de veículos. De acordo com a Polícia Civil, o acusado foi liberado após pagar R$ 8 mil de fiança e vai responder o processo em liberdade.
O corregedor do Detran no Estado, Jederson Carvalho Lobato, afirmou que o servidor não prestará mais serviços no órgão, já que o homem é funcionário da Prefeitura de Sooretama e estava cedido ao departamento de trânsito.
“Diante dessa situação, a diretoria do órgão decidiu devolver ele imediatamente para a prefeitura. Ele não vai mais desempenhar atividades no Detran", explicou o corregedor.
Servidor do Detran preso por esquema ilegal é solto após pagar fiança
De acordo com o delegado Fabrício Lucindo, um dos responsáveis pela investigação, o servidor dizia para os clientes que a taxa de emplacamento deveria ser paga diretamente para ele. Depois de receber o dinheiro, o homem conseguia a placa por um valor mais barato em empresas licenciadas e ficava com a diferença do valor pago pelo cliente.
Lucindo afirmou que o acusado atuava no Detran de Sooretama há cinco anos e que, nos últimos meses, ele teria movimentado pelo menos R$ 8 mil com a venda ilegal de placas. O acusado foi autuado pelo crime de concussão, que acontece quando um servidor público exige para si vantagem indevida. Se condenado, o funcionário público pode pegar de dois a 12 anos de prisão, segundo o delegado. O nome do investigado não foi divulgado.

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