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Coronavírus

'É preciso manter o isolamento social por três semanas', afirma  secretário

Nésio Fernandes diz que, com a colaboração das pessoas ficando em casa, o Estado tem mais chances de conter o avanço da Covid-19

Publicado em 26 de Março de 2020 às 21:37

Redação de A Gazeta

Publicado em 

26 mar 2020 às 21:37
Nésio Fernandes, secretário estadual da Saúde: as pessoas precisam continuar em casa
Nésio Fernandes, secretário estadual da Saúde: "as pessoas precisam continuar em casa" Crédito: Divulgação/Sesa
Após o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, em que criticou a quarentena para a população em geral, dia a dia percebe-se que mais pessoas estão circulando pelas ruas, contrariando as recomendações das autoridades na área, como a Organização Mundial de Saúde (OMS), para conter o avanço do novo coronavírus (Covid-19). O secretário estadual da Saúde, Nésio Fernandes, ratifica: "é preciso reforçar a consciência e não sair de casa; o isolamento social é por três semanas."
Questionado se o governo poderia adotar alguma nova medida para obrigar as pessoas a manter o isolamento social, Nésio Fernandes diz que as restrições já foram estabelecidas, ao longo da semana passada, e que a população precisa entender a necessidade de ficar recolhida para que, conforme as projeções da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o ritmo de crescimento da doença em território capixaba seja mais lento. 
O secretário reconhece os impactos econômicos, mas ressalta que o governo também está atuando para minimizar os efeitos nessa área. O prazo para rever medidas que impuseram o isolamento social é o dia 4 de abril. "Não recuamos quando havia oito casos confirmados, como faríamos isso agora com quase 50?", questiona. 
Desacelerar o processo de disseminação da doença é importante porque, se muitos casos surgem ao mesmo tempo, o sistema de saúde ficará sobrecarregado e não dará conta de atender todos os pacientes críticos. Embora o índice de agravamento da Covid-19 seja pequeno, em torno de 5% dos infectados,  um grande volume de pessoas nessas condições simultaneamente pode comprometer a assistência.
A Sesa hoje, diz Nésio Fernandes, está reestruturando hospitais, para ampliar a oferta de UTIs, e comprando respiradores para esse público, sendo necessário um tempo mínimo para conseguir absorver os doentes. Mesmo a rede privada, da qual o governo pode comprar vagas ou atender seus clientes particulares, tem uma capacidade limite de atendimento, que pode ser extrapolada se surgirem muitos casos ao mesmo tempo. 

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