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DNA de capixabas vai ajudar a mapear principais doenças do Brasil

Pesquisadores da Ufes fazem parte do projeto DNA Brasil, programa do Ministério da Saúde com o objetivo de fazer o mapeamento genético de brasileiros, incluindo voluntários no Espírito Santo. Pesquisa é inédita no país

Publicado em 19/12/2019 às 19h50
Ufes fará mapeamento de DNA de capixabas para estudos de doenças. Crédito: Pixaby
Ufes fará mapeamento de DNA de capixabas para estudos de doenças. Crédito: Pixaby

Pesquisadores da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) vão fazer o mapeamento genético de capixabas em 2020 para mapear as principais doenças crônicas do Brasil. As pesquisas fazem parte do projeto DNA Brasil, que é realizado com recursos do Ministério da Saúde e integra um dos maiores estudos sobre o desenvolvimento de doenças crônicas em diversos Estados do país.

Na Ufes, a pesquisa é coordenada pelo projeto Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (Elsa), que é realizado desde 2008 e é considerado o maior estudo epidemiológico da América Latina. O projeto é composto por 15.105 voluntários em seis instituições públicas de ensino superior e pesquisa das regiões Nordeste, Sul e Sudeste do Brasil, sendo 1.054 participantes são da Ufes.

De acordo com a professora Maria Del Carmen Bisi Molina,  que é doutora em Nutrição e vice coordenadora do projeto Elsa no Espírito Santo, o objetivo do mapeamento genético é investigar a incidência e os fatores de risco dessas doenças na população brasileira, em particular das cardiovasculares, neurodegenerativas e renais, além de diabetes e dos diversos tipos de câncer.

“Com o estudo é possível identificar os genes responsáveis por algumas doenças. O Brasil ainda não tem um mapeamento genético e precisamos conhecer as características brasileiras. Somos um povo miscigenado, com características que nos torna diferentes de outras populações do mundo”, explicou a professora, que destacou ainda que estudos de genes já são realizados em outros países, como os Estados Unidos, China e Coreia do Sul.

Além da Ufes, participam do mapeamento a Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), as universidades federais do Rio Grande do Sul (UFRGS), da Bahia (UFBA) e de Minas Gerais (UFMG) e da Universidade de São Paulo (USP).

De acordo com Maria Del Carmen, o estudo irá mapear cerca de 3 mil indivíduos no Brasil. No Estado, ela destaca que a pesquisa genética será realizada em voluntários de diversas idades. 

“As pessoas que estão no Elsa são acompanhadas há 12 anos, fazendo exames e entrevistas. Temos muitas informações sobre essas pessoas, fatores que nos ajudaram a participar do projeto DNA Brasil. São 1.054 indivíduos participantes, mas a pesquisa só será realizada com quem autorizar”, explicou.

COMO FUNCIONA O ELSA

Os voluntários que participam das pesquisas são submetidos a vários exames e, a cada três ou quatro anos, respondem a questionários sobre hábitos de vida. Entre os exames, estão eletrocardiogramas, ecocardiogramas, ultrassonografias, antropométricos, pressão arterial e coleta de sangue e urina. Além disso, todas as internações hospitalares dos participantes são monitoradas para identificar a origem dos eventos que os levaram à internação.

Os participantes do projeto Elsa são acompanhados durante 25 anos. No início do projeto, os voluntários tinham de 35 a 74 anos, e hoje, passados 12 anos, estão com 47 a 86 anos.

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