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Viação Águia Branca demite funcionários por causa da crise do coronavírus

Empresa justificou que está rodando com menos de 10% de operação nas linhas intermunicipais devido à queda significativa do volume de passageiros

Publicado em 05/04/2020 às 19h00
Atualizado em 05/04/2020 às 20h20
Viação Águia Branca contratação temporária
Viação Águia Branca fez cortes na equipe para adequar quadro diante da baixa demanda. Crédito: Divulgação | Águia Branca

Mais uma empresa de transportes sediada no Espírito Santo fez um corte no número de funcionários diante da crise de demanda provocada pela pandemia do coronavírus. Após a Viação Itapemirim ter realizado demissões, agora a Viação Águia Branca também confirmou que desligou mais de 200 empregados nesta semana, entre temporários e efetivos.

Com a baixa procura por viagens, as operações da companhia foram sendo gradativamente suspensas em todo país, chegando a uma redução de 95% de acordo com a própria empresa.

"No Espírito Santo, nas linhas intermunicipais, estamos rodando com menos de 10% de nossa operação devido à queda muito significativa do volume de passageiros", explicou.

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Por isso se fez necessário o ajuste no quadro de pessoal, segundo a Águia Branca, com 105 encerramentos de contratos de trabalho, além de um grupo de 92 colaboradores temporários que haviam sido contratados para atuarem no período de alta temporada, quando são ampliadas as viagens.

O presidente do Sindirodoviários do Espírito Santo, José Carlos Sales, disse que a partir desta segunda (6) o sindicato vai "entrar no circuito para verificar se houve alguma injustiça ou ilegalidade com os trabalhadores". Ele afirmou que a entidade não foi procurada pela empresa nem antes nem após as demissões.

Uma das queixas dos trabalhadores é sobre o acordo que foi proposto a eles para receber apenas 20% da multa rescisória do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). Sobre isso, a Viação Águia Branca disse que os pagamentos foram realizados dentro da lei.

"Quanto ao pagamento de multa rescisória do FGTS, esclarecemos que, em face do estado de calamidade pública reconhecido pelo Decreto Legislativo número 06/2020 e da Medida Provisória 927/2020 que traz ações de enfrentamento a pandemia e, dentre outros, reconhece formalmente o motivo de força maior de que trata o art. 501 e seguintes da CLT, os pagamentos foram realizados em harmonia com as referidas normas legais", ressaltou.

A Viação Águia Branca informou ainda que "não está medindo esforços para preservar os seus postos de trabalho, na expectativa de que, assim que a situação permitir, possa retomar gradativamente suas operações nos nove estados brasileiros".

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