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Em 2025

Samarco atinge produção recorde de pelotas de minério após retomada

No ano passado, a empresa produziu 15,11 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério, embarcadas em 140 navios pelo terminal de Ubu

Publicado em 29 de Janeiro de 2026 às 16:18

Leticia Orlandi

Publicado em 

29 jan 2026 às 16:18
Instalações da Samarco Mineração em Anchieta
Instalações da Samarco em Anchieta: empresa opera atualmente com 60% da capacidade produtiva Crédito: Fernando Madeira
Ao fechar 2025 com a fabricação de 15,11 milhões de toneladas de pelotas de minério de ferro, a Samarco registrou recorde de produção. Trata-se do maior volume desde a retomada das atividades em 2020, cinco anos depois do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), que provocou o maior desastre ambiental do país e levou à paralisação das operações da mineradora.
O resultado projeta a mineradora como a terceira maior exportadora de pelotas no mercado transoceânico. Foram necessários 140 navios para transportar a produção de 2025. As embarcações saíram do Terminal de Ubu, em Anchieta, no Sul do Espírito Santo, para indústrias siderúrgicas em todos os continentes para a produção de aço.
Segundo a Samarco, no acumulado desde a retomada das operações, em dezembro de 2020, até dezembro de 2025, foram alcançados 50,52 milhões de toneladas produzidas, com 500 navios embarcados. Em outubro do último ano, a empresa atingiu o marco de 500 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério embarcadas desde o início das operações, em 1977.
Para o presidente da Samarco, Rodrigo Vilela, 2025 foi um ano que reafirmou a capacidade da empresa de superar desafios, corrigir rotas e seguir evoluindo com responsabilidade. “Concluímos etapas estruturantes, dobramos nossa capacidade produtiva e avançamos de forma consistente e decisiva no processo de reparação”, afirma.
A empresa opera atualmente com 60% de sua capacidade produtiva instalada e segue em preparação para alcançar 100% até 2028, em Germano, e até 2029, em Ubu, com investimentos já aprovados de R$ 13,8 bilhões em revitalização de plantas, ampliação de sistemas de filtragem e modernização de equipamentos.
“Ao aprovarmos o maior investimento da história da empresa e consolidarmos nossa posição entre os principais exportadores globais de pelotas, demonstramos que a Samarco está preparada para um novo ciclo de crescimento”, destaca Vilela.
Para a retomada, a Samarco alterou seu processo produtivo, sem a utilização de barragens para disposição de rejeito e incorporando o sistema de filtragem para empilhamento a seco e evoluiu também no processo de descaracterização da barragem do Germano, que se encontra em estágio avançado e com previsão de conclusão para este ano.

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