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Menor patamar histórico

Saiba quem ganha e quem perde com a taxa básica de juros baixa

É preciso ficar de olho no que investir e como blindar as finanças dessa queda considerável nos juros brasileiros

Publicado em 11 de Dezembro de 2019 às 22:54

Redação de A Gazeta

Publicado em 

11 dez 2019 às 22:54
Bolsa de valores Crédito: Pixabay
Com a taxa básica de juros vindo em uma sequência de quatro reduções consecutivas, deixar o dinheiro na poupança ou investir em tesouro direto, por exemplo, já não é mais um bom negócio.  O Conselho de Política Monetário (Copom) do Banco central, decidiu reduzir a Selic para 4,5% nesta quarta-feira (11), o menor patamar histórico. É preciso ficar de olho no que investir e como blindar as finanças dessa queda considerável nos juros brasileiros.
Segundo especialistas, a melhor forma de não perder dinheiro é diversificar a carteira de investimentos. Dentro do seu perfil é importante ter produtos que são de renda fixa e também de renda variável. Além disso, uma recomendação é unânime: nada de deixar o dinheiro parado na poupança, invista!

COMO FICAM OS INVESTIMENTOS CONSERVADORES COM A SELIC BAIXA?

Em um cenário de Selic baixa os investimentos mais conservadores - aqueles em que a remuneração está atrelada à Selic ou à Taxa DI (que costuma acompanhar a taxa básica de juros) - estão pagando bem menos. Dessa forma, os ativos de renda fixa pós-fixados como o Tesouro Selic (LFT), a poupança, os fundos DI e de títulos como CDB, LCI e LCA pós-fixados rendem menos.
Por outro lado,  a Selic nos patamares atuais, com tendência de redução, deve beneficiar a renda fixa pré-fixada, aquela que você já sabe quanto vai receber no vencimento. Esse tipo de investimento será melhor a curto prazo. Porém é preciso ficar atento a tendência dos juros futuros.
poupança, que é a mais conhecida forma de guarda dinheiro,  hoje está rendendo 70% da taxa Selic mais a Taxa Referencial (TR), que no momento encontra-se zerada. Apesar de não cobrar taxas ou Imposto de Renda (IR), e sua rentabilidade ser mensal (0,26%), o rendimento anual da caderneta é de apenas 3,15%. O percentual não supera nem a meta de inflação projetada pelo banco Central para este ano que é de 4,25%.
Outro investimento mais conservador e que vem perdendo rentabilidade é o Tesouro Selic. Esse título público paga no seu vencimento a Selic mais um ágio (valor adicional cobrado em operações financeiras) ou deságio. Quando vendido antes do vencimento, o retorno é levemente sacrificado devido a uma diferença entre as taxas de compra e venda desse papel. Isso pode deixar a rentabilidade do título público inferior à taxa básica de juros do período.
O Tesouro Selic tem rendimento diário, mas cobra IR e uma taxa de custódia obrigatória de 0,25% ao ano, que é paga à B3. Mas algumas corretoras cobram para operar o serviço do Tesouro direto. No caso do CDB e do CDI o rendimento médio será de 4,9%, ou seja, o dinheiro permanecerá estável.

PARA GANHAR MAIS SERÁ PRECISO CORRER MAIS RISCO COM MEU DINHEIRO?

De acordo com os especialistas, para garantir um pouco de rentabilidade será preciso correr riscos. Hoje o mercado de renda variável é o que está remunerando melhor. Investir em fundos multimercados, fundos imobiliários, fundos de ações e ações já é recomendado para investidores com perfis moderado ou agressivo. 
Porém, é importante não ir com tanta sede ao pote e investir tudo de uma só vez, deixando suas reservas em risco. É preciso lembrar que, por se tratar de um investimento de renda variável, da mesma forma que você pode ganhar, também pode perder.  Por isso, é preciso saber em que está investindo o seu dinheiro, qual é a empresa, o histórico dela no mercado, desempenho e possíveis riscos que você pode assumir.
Outro ponto importante é ficar de olho no tempo em que você pretende deixar o seu dinheiro investido. Dependendo do período um tipo de aplicação pode compensar mais do que outro.

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