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Operação

Polícia achou R$ 300 mil em canetas de luxo com empresários presos no ES

As autoridades encontraram itens da Montblanc, marca alemã fundada em 1906 e que é referência em artigos de alto luxo no mundo

Publicado em 16 de Dezembro de 2020 às 08:48

Redação de A Gazeta

Publicado em 

16 dez 2020 às 08:48
Caneta Montblanc: peças dessa marca foram encontradas com suspeitos de crime contra o sistema financeiro Crédito: Loja Startfountainpen/Reprodução
Durante a Operação Piànjú, nesta terça-feira (16), uma curiosidade chamou a atenção das autoridades. Foram encontrados R$ 300 mil em canetas Montblanc, peças artesanais e de luxo, que custam, em média, R$ 2,5 mil cada uma. A marca foi fundada em Berlim, na Alemanha, em 1906.
Os supostos envolvidos no esquema com ramificações internacionais e com elo com empresas da Lava Jato, conforme mostrou A Gazeta, também tiveram lanchas, jet skis e carros de até R$ 1,15 milhão sequestrados pelas autoridades.
As informações sobre as canetas foram passadas por fontes que acompanham de perto as investigações.
Segundo o Ministério Público do Estado do Espírito Santo, foram achados ainda com os suspeitos cerca de US$ 600 mil. A Justiça também tornou indisponível imóveis de um dos citados na operação.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, o grupo movimentou mais de R$ 800 milhões, sendo que parte desses recursos veio de empresas de São Paulo investigadas na Lava Jato. Cerca de R$ 400 milhões foram enviados pelas empresários capixabas para a China e para os Estados Unidos.

OPERAÇÃO PIÀNJÚ

A Operação Piànjú foi deflagrada para desarticular uma suposta quadrilha e culminou ainda com seis pessoas presas em São Paulo, três no Espírito Santo e uma no Ceará. A ação foi organizada pela Polícia Civil capixaba com apoio do Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Espírito Santo, das Polícias Civis de São Paulo, Alagoas e Ceará e da Capitania dos Portos.
Os recursos enviados ao exterior, cerca de R$ 400 milhões, pertencem, de acordo com as autoridades, a empresas de São Paulo e eram transferidas para cá, por meio de um operador financeiro do Ceará, para empresas de fachada e depois encaminhados para companhias legalmente constituídas em território capixaba antes de irem para China e Estados Unidos.

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