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PIB do ES cresce 7,9% até setembro e deve fechar 2021 com 5% de alta

Produto Interno Bruto (PIB) capixaba no terceiro trimestre avançou 2,2%. No país, o resultado foi -0,1%, conforme comparação do Instituto Jones dos Santos Neves

Tempo de leitura: 2min
Publicado em 16/12/2021 às 14h10

economia do Espírito Santo tem conseguido deslanchar e se deslocar do cenário nacional mesmo com a crise política e os altos e baixos da pandemia da Covid-19, que, embora comece a enfraquecer devido à vacinação, continua a causar incertezas com as descobertas de variantes do novo coronavírus.

Entre janeiro e setembro deste ano, o Produto Interno Bruto (PIB) no Estado apresentou crescimento de 7,9% em comparação com o mesmo período do ano passado. Já o Brasil avançou 5,7%, de acordo com o levantamento.

Os dados são do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) em parceria com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e foram divulgados na tarde desta quinta-feira (16).

Segundo o estudo do IJSN, no terceiro trimestre do ano, a geração de riquezas capixaba foi de R$ 39 bilhões, resultado 2,2% maior em relação ao período anterior, enquanto que o país ficou com 0,1%.

Em comparação com o mesmo trimestre do ano passado, o avanço foi de 7,2% em território espírito-santense. O nacional foi 4%.

Vitória Summit realizado no Hotel Ilha do Boi em Vitória. Crédito: Vitor Jubini
Vitória Summit realizado no Hotel Ilha do Boi em Vitória. Crédito: Vitor Jubini

Pablo Lira

Diretor de Integração do IJSN

"Os resultados demonstram que a economia capixaba retomou crescimento de forma mais intensa que a brasileira. Em todas as bases de comparação, o Espírito Santo superou o país. Isso tem relação com a gestão de risco da pandemia feita pelo Estado, que permitiu a retomada das atividades econômicas com segurança, evitando o colapso da saúde pública. A queda nos indicadores sanitários surtiu efeito no PIB. Além disso, temos um Estado com controle das contas públicas, que tem aumentando a produção e atraído investimentos"

A recuperação tem sido pautada principalmente pela recuperação dos segmentos que no ano anterior tiveram quedas expressivas devido a medidas de isolamento social.

Embora a base de comparação seja baixa, os resultados trazem otimismo. Segundo o documento do PIB, entre janeiro e setembro o comércio registrou 17,6% de alta nas vendas. Já o setor de serviços conseguiu no mesmo período ter um incremento de 10,2% nas negociações.

Movimentação no comércio de rua no Centro de Vitória
Movimentação no comércio de rua no Centro de Vitória. Crédito: Vitor Jubini

Mesmo com a queda de 14,2% na produção do setor extrativo, a indústria em geral cresceu 8,5%, puxada pela expansão das atividades de transformação (23,9%).

Segundo o IJSN, em 12 meses (de outubro de 2020 a setembro de 2021), a economia capixaba movimentou R$ 147,1 bilhões. A taxa de crescimento foi de 6%, quase o dobro do resultado conquistado pelo país (3,9%).

Em entrevista ao Anuário, o secretário estadual de Inovação e Desenvolvimento, Tyago Hoffmann, explica que os bons resultados têm relação com o Espírito Santo ser um Estado organizado.

Tyago Hoffmann

Secretário estadual de Inovação e Desenvolvimento

"A economia capixaba cresce acima da média nacional por algumas razões. Primeiro, devido à nossa estabilidade política. Em contraponto ao cenário nacional, o Espírito Santo vive há anos uma harmonia dos agentes políticos. Essa estabilidade é fundamental para gerar segurança político-institucional e jurídica para os investidores. A segunda razão é que o Estado tem uma política clara de atração de investimentos, que envolve bom arcabouço de incentivos fiscais e trabalho de prospecção ativa de empresas"

PREVISÕES PARA O PRÓXIMO ANO

O crescimento de 5% em 2021, com um percentual menor do acumulado entre janeiro e setembro, tem relação com a recente desaceleração em alguns segmentos.

O setor de serviços, por exemplo, caiu 1,2% em outubro. O comércio retraiu -1,6. Já a indústria apresentou queda de 1%.

Para 2022, a tendência, segundo o Instituto Jones, é que o PIB cresça 2%, seguindo também acima da média nacional (1,2%).

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